Desemprego e inflação

José Paulo Kupfer

23 de julho de 2010 | 13h15

A taxa de desemprego continua recuando. Em junho, porém, o movimento se deu mais pelo aumento da chamada taxa de desalento do que pela ocupação de postos de trabalho. A proximidade de julho, mês de férias e de redução sazonal na procura por emprego complica um pouco a análise das perspectivas, mas a tendência parece clara: o desemprego tende a continuar em baixa, com o recuo se dando em ritmo cada vez mais lento. Em linha com o ambiente de acomodação da atividade econômica e com a base de comparação menos favorável.

É possível que a manutenção do nível de desemprego – ou seu recuo ainda que mais leve -, juntamente com a massa salarial, que se mostra firme, ajude a produzir uma fricção de demanda que se refletiria em índices de inflação positivos, mas bem contidos, depois de um momento de deflação nos indicadores de preços. Nada, enfim, que parece exigir a continuidade do ciclo de altas na taxa básica de juros.

Esse foi o tema da conversa com a colega Letícia Bragaglia, na TV Estadão. Veja:

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