Deutsche Bank e a crise anunciada

José Paulo Kupfer

27 Setembro 2016 | 16h01

As gigantescas perdas de valor de mercado das ações do Deutsche Bank, que refletem a difícil situação do maior banco alemão ante as multas impostos por práticas irregulares, principalmente nos Estados Unidos, estão elevando os temores de uma nova crise crise bancária global. As provisões reservadas pela instituição para fazer frente a cerca de US$ 15 bilhões em penalidades são tidas como insuficientes e as hesitações do governo alemão em garantir, se for o caso, suporte oficial ao banco têm produzido um aumento de tesão nos mercados, em relação a um eventual “efeito dominó”, na hipótese de quebra do Deutsche.

Esta é uma crônica de um problema anunciado, mas que, sabe-se lá por que conveniências, tem se mantido nas sombras e no silêncio, embora faça parte, inclusive, das hesitações não publicamente declaradas do Federal Reserve em relação a uma nova alta da taxa de juros de referência, nos Estados Unidos.

O contexto em que essa história se desenrola está resumida na coluna publicada em meados de julho, no Estado. Leia aqui