Disseminação do conhecimento

José Paulo Kupfer

25 de fevereiro de 2011 | 17h00

Nesta segunda-feira, aqui no site E&N, do portal Estadão, os leitores poderão experimentar por um período (e depois, caso se interessem, assinar), um novo serviço de informação econômica. O “Estadão Broadcast” organiza e publica, para o público em geral – e esta é a grande novidade -, notícias, análises e cotações, em tempo real.

A chegada pioneira de um serviço informativo de prestígio, já tradicional no meio financeiro, ao mundo dos mortais, é um fato mais do que auspicioso. O serviço é pago, mas nem por isso deixa de reforçar a percepção de que, com a internet, as possibilidades de disseminação do conhecimento, a custos compatíveis, são mesmo quase ilimitadas.

Ninguém me pediu para fazer propaganda do novos serviço do site. Acho que nem seria o caso. Mas, quando o editor do E&N, meu chefe e interlocutor João Caminoto,  me mostrou como a coisa funciona para o público em geral, achei mesmo um espetáculo. 

Não era novidade para mim. Já conhecia o serviço, utilizado rotineiramente pelos jornalistas do Estadão. Sabia também de grande base de assinantes, nas empresas em geral – principalmente no mercado financeiro – e no governo (na sala de reuniões contígua ao gabinete do ministro da Fazenda, em Brasília, as notícias da Broadcast correm numa telona). Só que, agora, com uma senha, qualquer um que considerar o preço do serviço aceitável poderá ter acesso a ele.

Quando decidi escrever esse elogio – e correr o risco de ser tachado de propagandista, puxa-saco e quetais – medi a coerência que procuro manter no trabalho já de longuíssima duração e achei que tinha capital para tanto. Nessa medição, acabei percebendo que nem comemorei meu primeiro ano no E&N, ocorrido no começo de dezembro.

Meu balanço de um ano registra que meu trabalho evoluiu, provavelmente porque encontrou um ambiente propício e estimulante. Quando olho para o E&N,  que também acaba de completar um ano, nunca deixo de ficar espantado. A quantidade, a amplitude, a abrangência e a qualidade da informação que circula no site (agora multiplicada pelo serviço Estadão Broadcast) é supreendentemente alta. Quando olho para a a equipe que organiza e publica tudo isso, fico mais supreso ainda. São poucos braços, mas com muita garra e o entusiasmo da juventude 

Aqui no E&N, profissionais como eu, veterano das “pretinhas” (como se dizia dos jornalistas no tempo da máquinas de escrever de tração animal), não só podem avançar no seu processo de amadurecimento profissional mas, além disso, rejuvenescer. Vocês não imaginam o quanto é estimulante.

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