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Inflação em alta até o fim do ano

José Paulo Kupfer

08 de novembro de 2015 | 17h26

Os preços administrados, mais uma vez, lideraram, em outubro, a marcha da inflação. Os números do IPCA do mês passado deram um salto em relação a setembro e a causa principal foi o reajuste dos combustíveis, principalmente gasolina e etanol, ainda no mês anterior. Só essa alta e sua difusão pela economia responderam por mais de um terço da elevação de 0,82% registrada em outubro.

Outro fator relevante para o salto da inflação de outubro sobre setembro (quando o IPCA subiu 0,54%) foi o movimento de desvalorização do real ante o dólar. Prova disso pode ser encontrada na variação de preços, no segmento livre, dos bens ditos “transacionáveis” – passíveis de substituição entre importados e produzidos localmente – e “não transacionáveis” – grupo em que predominam os serviços. Com recessão e tudo, os primeiros registram alta de quase 1% no mês, enquanto os outros subiram apenas 0,35%.

Em 12 meses, a variação do IPCA continua em trajetória de alta. Em outubro, o índice avançou para 9,93% vindo de 9,5%, no mês anterior. Mas as altas nos preços dos combustíveis, que determinaram a puxada do IPCA de outubro, darão uma trégua ao IPCA em novembro, de acordo com estimativas atualizadas. Com isso, o índice cheio do mês recuaria, em relação a outubro, fechando nas vizinhanças de 0,6%. Mesmo assim, chegaria, em 12 meses, a 10%.

O repique sazonal previsto para dezembro, com o reforço de novos aumentos de tarifas de energia, levaria o IPCA mensal a 1,5% e 2015 a fechar com inflação em torno de 10,5%. Com a acomodação dos preços administrados, que deverão subir perto de 18% em 2015 ante alta de 8% no segmento livre, contudo, a inflação tenderia, conforme as projeções, a iniciar um recuo mês a mês em 2016 até encerrar o ano em cerca de 6,5%, nos limites do teto da meta.

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