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New Deal versão século XXI

José Paulo Kupfer

07 de novembro de 2008 | 17h58

Barack Obama falou curto e fino (no sentido de que detalhou pouco de seu plano para enfrentar a crise econômica). Em sua primeira entrevista coletiva, nesta sexta-feira, o presidente eleito dos Estados Unidos respondeu a poucas perguntas e as respostas não ajudaram a avançar muito além do que já se sabia desde a campanha eleitoral. Mas foi o suficiente para confirmar que o pêndulo, na condução da política econômica, vai virar.

A mensagem básica transmitida por Obama, na entrevista, foi a de que o foco de seu governo será a recuperação e a ampliação dos postos de trabalho e que, para isso, acionará a política fiscal. Quando perguntaram se aumentaria os impostos para os ricos, como anunciado na campanha eleitoral, respondeu que promoverá cortes nos impostos de 95% da classe média e fará cortes nos impostos sobre os lucros das pequenas empresas. “Tudo para aumentar o emprego”, repetiu Obama.

Também anunciou ajuda às famílias em dificuldades por conta da crise, com reduções e isenções de impostos. Obama falou ainda em ajudar a indústria automobilística e os governos estaduais e locais em dificuldades. Confirmou que pretende ampliar os benefícios do seguro-desemprego.

No pouco que adiantou, Barack Obama deixou claro que seu programa para recuperar a economia americana é tipicamente keynesiano. Um New Deal versão século XXI.

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