O vaivém das apostas na taxa de juros

José Paulo Kupfer

23 de abril de 2010 | 16h19

As ações e declarações de autoridades da área econômica, indicadores de conjuntura, hipóteses e projeções dos analistas, tudo influi na definição das apostas no mercado de juros. As decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) influenciam não só os rumos da atividade econômica, mas também acabam dando a medida de perdas e ganhos de instituições financeiras e de seus clientes que operam nos mercados de juros futuros.

As apostas, sob a forma de contratos de juros, correm soltas antes das reuniões do Copom. Análises desses contratos indicam que, no momento, são maiores as apostas numa elevação de 0,5 ponto porcentural na taxa Selic do que numa alta de 0,75 ponto. Mas, ao longo dos últimos dias, as preferências – e, com elas, as probabilidades – já mudaram várias vezes.

Na terça-feira, 20 de abril, por exemplo, depois do anúncio do IPCA-15, ocorreu o pico desde março da probabilidade de uma alta de 0,75 ponto. Só 26% dos contratos indicavam apostas em uma alta de 0,5 ponto na Selic. Depois, as curvas foram, pouco a pouco, invertendo. Até quarta-feira, quando o Copom define a nova taxa, muito água ainda vai rolar no mercado.

Este é o tema da conversa desta sexta-feira, na TV Estadão, com a colega Leticia Bragaglia. Veja:

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