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Louise Barsi explica como viver de dividendos seguindo o Jeito Barsi de investir

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José Paulo Kupfer

15 de março de 2014 | 09h52

O IBC-Br, índice mensal de atividade econômica, calculado pelo Banco Central, voltou a surpreender em janeiro. Desta vez, a surpresa foi positiva, com o indicador avançando mais do que o projetado pelos analistas, sobretudo na comparação com dezembro do ano passado.

Depois de algumas divergências com os resultados da evolução do PIB, calculado trimestralmente pelo IBGE, o prestígio do IBC-Br entrou numa fase de baixa. Ao apontar recuo da atividade econômica no último trimestre de 2013, em contraste com o avanço encontrado no PIB do IBGE, o “PIB do BC” deixou dúvidas sobre o seu valor como baliza para o acompanhamento do comportamento da economia.

Além da frequência mensal, o IBC-Br difere da apuração trimestral feita pelo IBGE pelos componentes incluídos nos cálculos. O indicador do BC, em resumo, considera o lado da oferta na economia, procurando capturar a evolução da indústria, da agropecuária e dos serviços, acrescidos dos impostos nos três setores. O IBGE capta as variações também no lado da demanda, na qual o consumo, não captado no IBC-Br, responde por mais de 60% do total.

Desta vez, porém, o IBC-Br está mais bem acompanhado. Outras instituições que calculam aproximações mensais do PIB, como a Fundação Getúlio Vargas e o departamento de pesquisa econômica do Banco Itaú, chegaram a números semelhantes aos do BC.

Segundo o IBC-Br, a economia cresceu 1,26% entre dezembro e janeiro, mas o ritmo, em 12 meses, sofreu um freio, desacelerando de uma alta de 2,52%, no último mês de 2013, para 2,47%, no primeiro de 2014. De acordo com as estimativas correntes, esse freio prosseguirá dominando a trajetória do nível de atividades em fevereiro e também em março. Um crescimento do IBC-Br de até 0,5% em fevereiro e de menos do que isso, em março, como está sendo previsto, resultaria numa expansão da economia entre zero e 0,3%, no primeiro trimestre, e abaixo de 2%, no ano.

Caso se confirmem essas previsões, seria mantido o padrão volátil, com tendência à moderação, que tem marcado o comportamento da economia brasileira, nos últimos anos.

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