Portas fechadas

José Paulo Kupfer

26 de setembro de 2011 | 19h33

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), em conjunto com o G-20, divulgou nesta segunda-feira uma atualização de suas estatísticas sobre emprego e desemprego, no grupo das 20 principais economias do mundo. A conclusão não é animadora.

A expectativa é que ocorra uma perda de 20 milhões de postos de trabalho, nos países do G-20, até 2012. Somado às perdas registradas desde a crise de 2008, serão 40 milhões de empregos perdidos, em quatro anos. A tendência é a de aumento no contingente atual de 200 milhões de desempregados pelo menos até 2015.

No último ano, as trajetórias do desemprego variaram entre grupos de países. O Brasil, com o crescimento de seu mercado de trabalho, tem contribuído para evitar um agravamento do desemprego no mundo. Diferentemente dos Estados Unidos, assolado por uma taxa de desemprego perto de 10% de sua força de trabalho.

O desemprego é uma das faces mais cruéis dos atuais tumultos na economia mundial. Ele atinge jovens e profissionais maduros. Em relação a estes últimos, as perspectivas são ainda mais sombrias.

Ambientes de crise de longa duração, como a dos dias de hoje, costumam alijar para sempre do mercado de trabalho um grande contingente de trabalhadores de mais idade, que, normalmente, não passam por processos de reciclagem e requalificação antes de enfrentar a dura realidade das portas fechadas nas empresas.

 

 

 

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