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Se correr o bicho…

José Paulo Kupfer

19 de setembro de 2011 | 18h12

Está cada vez mais dura a vida dos governos às voltas com dívidas públicas enormes e déficits públicos idem. No seu último boletim semanal, a agência de ratings Moody´s levantou ressalvas sobre o mais recente plano de austeridade aprovado pelo Parlamento da Itália. Desta vez, porém, não porque os cortes previstos eram insuficientes, mas porque eram… excessivos.

Segundo dois vice-presidentes sêniores da Moody´s, o corte previsto de 7 bilhões de euros, entre 2012 e 2013, afetará, negativamente, os orçamentos dos governos regionais e locais, além de obrigá-los a promover os ajustes em prazos mais curtos. Para a Moody´s, os cortes definidos levarão os governos regionais e locais a reduzir investimentos, comprometendo a capacidade de recuperação da economia italiana.

Uma das mais insistentes críticas de economistas menos ortodoxos aos programas de austeridade fiscal em economias afetadas por desalavancagens e contrações no nível de atividades se prende, justamente, ao impacto recessivo dos cortes orçamentários tidos como indispensáveis para o reequilíbrio da economia. Mas das agências de rating ainda não se tinha tomado conhecimento de nada nessa linha.

A coisa está mesmo feia. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come…

 

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