Tempos que não se encaixam

José Paulo Kupfer

19 de abril de 2016 | 13h49

Na coluna do Estado nesta terça-feira, “Desafio da confiança”, procurei avançar nas reflexões a quente do próprio dia da votação do impeachment sobre os primeiros tempos de um governo do vice-presidente Michel Temer, que, como é consenso, terá pouco tempo para dizer a que veio e dificuldades para executar com êxito o que anunciar que fará. A conclusão é que, mais uma vez, o tempo da política não encaixa no tempo da economia. O primeiro tende a ser curto demais para o prazo necessário aos primeiros resultados do ajuste. A confiança de empresários e investidores, por exemplo, provavelmente estará mais animada nos primeiros dias, mas sem recuperação da demanda e redução do custos dos financiamentos (leia queda dos juros), não se sustentará. Confira

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