ATENÇÃO!

ATENÇÃO!

Claudia Miranda Gonçalves

11 de março de 2021 | 21h01

Atenção!

 

Hoje quero falar sobre atenção – especialmente no mundo online – e já começo logo com uma pergunta:

O que poderia acontecer, individualmente e/ou coletivamente, se usássemos nossa atenção de forma diferente?

Claro que apenas ampliar a consciência sobre o tema não provoca necessariamente mudanças concretas. Mas, ter consciência (saber), somado a foco, tempo e dedicação pode mudar muita coisa.

Aos que estão se havendo com a transformação digital, aqui já seguem ideias instigantes  para regenerar e redirecionar nossa atenção:

  • Use seus produtos e serviços para ampliar o bem estar das pessoas através de características que aumentem foco e presença em lugar de minimizá-los.
  • Permita que seus clientes/ usuários tenham liberdade de gerenciar sua própria atenção em lugar de guiá-los da forma que você acredita que eles devem investir sua atenção. Mas, como fazê-lo, uma vez que não é possível não dirigir a atenção?
  • Sem a neutralidade ideal da ideia anterior, seus colaboradores e clientes prestarão atenção naquilo que você apoiar. Use a força de sua marca para fazer curadoria de expressões e impressões daquilo que é pouco falado, ou não visto, não ouvido.
  • Passe mais tempo com a pergunta “Como posso regenerar a atenção?” Essa é a tarefa das marcas conscientes na economia digital, que se apoia tanto na economia da atenção.

Agora vamos passear um pouco nas ideias que conectam a pergunta inicial com as quatro ideias acima.

Sobre a crise de atenção

Atenção parcial contínua – psicobiologia

A Microsoft realizou um estudo que mostra que humanos perdem a concentração após 8 segundos, um Segundo abaixo do peixe dourado, que perde concentração após 9s. A Nature Communications publicou um estudo que confirma que nosso período coletivo de atenção vem diminuendo por conta do ritmo (alucinante) de consumo de informação.

Esses estudos substanciam o que Linda Stone, que foi executiva tanto na Microsoft quanto na Apple, chamou de atenção parcial contínua há quase duas décadas. Quando estamos online, nos encontramos em uma permanente crise artificial de atenção, resultando em estresse e sobrecarga: é o dilema moderno de estar constantemente sintonizado a tudo sem estar totalmente concentrado em coisa alguma. O combustível que mantém esse mecanismo ativo é o FOMO (Fear Of Missing Out – medo de ficar por fora).

 

Então, o que fazer?

No mundo online, busque o que nutre, reduza a porcaria.

Fale pouco e escute, pois no silêncio todos estão incluídos.

Demore-se mais nas coisas, especialmente as que lhe importam.

 

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