Black Friday

Black Friday

Claudia Miranda Gonçalves

05 de dezembro de 2019 | 14h29

Por Luciana Sato

Luciana Sato – Fundadora da Rede Héstia

 

Na semana passada, tivemos nos Estados Unidos o Thanksgiving day, ou Dia de Ação de Graças, historicamente celebrada como dia de agradecimento pela colheita (por isso realizado no Outono) e que foi se transformando em “dia da gratidão”, em que as pessoas agradecem pelos bons acontecimentos do ano. É um dia de celebração com a família e amigos, comemorado sempre na última 5ª. feira de Novembro. Essa data foi arbitrariamente instituída por Roosevelt, para estimular o comércio antes do Natal.

Black FridayAssim, o Black Friday nasceu para inaugurar as compras natalinas e é o período de maior faturamento das lojas americanas. Segundo artigo da Forbes, somente no meio digital os EUA faturaram USD 7,2 bilhões em 2019, um aumento de 14% em relação ao ano passado. Segundo dados da Salesforce, o faturamento mundial ultrapassou os USD 20 bilhões, já que outros países participaram desta data mesmo sem comemorar o dia de ação de graça, como o Brasil.

Ciente desse consumo desenfreado, algumas marcas americanas têm promovido iniciativas para estimular o consumo mais responsável entre seus clientes.

Por exemplo, a Noah – marca de roupa masculina de Nova Iorque, não abriu suas lojas na Black Friday e seus funcionários foram dispensados para que pudessem curtir o dia sem consumismo.

A Patagonia, empresa de produtos outdoor, por muito tempo também adotou atitude semelhante, dispensando seus colaboradores para que pudessem passar esse dia junto à natureza e não se submetessem ao consumo desenfreado. Esse ano a empresa promoveu o consumo ético, encorajando que seus consumidores consertassem suas roupas por meio do programa WornWear, recolheu doações de roupas para desconstrução das mesmas por meio do ReCrafted program e promoveu doações para organizações que combatem a crise climática na sua comunidade por meio do programa Patagonia Action Works.

Com as iniciativas, essas companhias têm provocado reflexões de como as pessoas (não apenas clientes, mas os próprios colaboradores), podem ser agentes de transformação, equilibrando o consumo e a sustentabilidade, mitigando os impactos negativos por meio de suas escolhas.

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