Check up corporativo

Check up corporativo

Claudia Miranda Gonçalves

12 de março de 2019 | 10h00

Empresas também precisam de check-up.

Prevenir: esse ainda é o melhor remédio. Alguns médicos e terapeutas têm lutado para nos convencer disto, mas tenho certeza que se você já experimentou a clínica que promove a saúde, ao invés de tratar a doença, entendeu que a vida pode ser mais simples e harmônica do que parece.

Foi pensando nisto que resolvi colocar em prática uma vontade antiga: sistematizar um check-up para sinalizar as intervenções mais necessárias e urgentes para que uma organização possa ajustar projetos ou  planejamentos de forma eficiente e descomplicada.

Sim, 9 ações (que vou preferir chamar de exames clínicos) eficientes e fáceis de serem aplicadas e que vão apontar os caminhos das mudanças necessárias ou, ainda, indicar que seu time ou sua empresa estão na sua melhor forma. É tudo tão simples que você executará este check-up sem a necessidade de contratar especialistas e poderá realizá-lo sempre que necessário.

Você pode se perguntar: mas, para que? Será que eu preciso mesmo de mais uma ferramenta, de mais um checklist? Eu desconfio que sim. Sabe por que?  Porque meu objetivo maior é deixar de tratar problemas (ou se você quiser chamar assim, doenças) para promover um sistema vivo eficiente e capaz de surpreender nos resultados e na qualidade de vida das pessoas que trabalham por ele. Ou seja, estou te dando de presente a chance de cuidar de você e/ou da sua equipe sem precisar de remédios, contraindicações e, o que é melhor, sem protocolos complicados e invasivos.

Então, se você é uma dessas pessoas inquietas por resultados e bem-estar, ou se você trabalha em uma empresa preocupada com as pessoas que com ela se relacionam; venha comigo.  Mas saiba, este é só o primeiro de uma série de quatro textos que serão publicados nesse blog em primeiríssima mão.

Você já entendeu que a minha inspiração aqui é a medicina. Vou insistir nisto porque me parece a melhor analogia. Tudo começou com um sintoma, ou melhor, com um incômodo. Comecei a perceber que muitas pessoas têm confundido o Pensamento Sistêmico com as Constelações. Ou seja, estão confundindo um dos remédios (ou talvez uma intervenção cirúrgica – as Constelações) com o processo de cura (o Pensamento Sistêmico). Isso realmente tem me incomodado muito porque evidencia as “prescrições” e dá pouco crédito à cura, que neste caso, já foi descoberta há muito tempo.

É por isso que eu quero, agora, falar um pouco mais sobre o Pensamento Sistêmico, esse processo de cura que, há muito, tem nos dado respostas eficientes para ajustar rotas e fluxos descontinuados nas nossas organizações. Como na medicina, nossas empresas já entenderam que funcionamos de forma interligada, em um sistema complexo e circular que não se resolve com causa e efeito. Por exemplo, uma ação no departamento B, impacta instantaneamente a equipe do departamento X, o que promove uma movimentação não esperada (mas, às vezes, muito bem-vinda) no sistema. Em outras palavras, o que eu quero que você entenda é que para curar é preciso prevenir e promover a saúde e não só ministrar os melhores e mais eficientes remédios.

Mas, não me entendam mal, não estou dizendo que as Constelações não são soluções eficientes. São sim, mais do que isso, são reveladoras. Eu, como consteladora organizacional, já ajudei cirurgicamente várias empresas usando esta prescrição. E, confesso, quero muito continuar a usá-la, quando for preciso e, principalmente, quando for possível.

Então, para nos prepararmos melhor para os próximos textos, vamos separar as coisas: as Constelações são consequência de um ambiente que aprendeu a pensar sistemicamente. E é por isso que elas são tão eficientes e reveladoras. Ou seja, foi o Pensamento Sistêmico que nos ensinou a olhar para dentro da nossa natureza e nos mostrou que a binaridade é uma solução rasa para quem vive em comunidade. Em outras palavras, as Constelações nascem a partir do Pensamento Sistêmico e como uma das intervenções possíveis nesse ambiente de cura e prevenção da saúde.

Tudo entendido, é hora de voltarmos para o nosso check-up. Se podemos afirmar que não aceitamos mais tratar do pulmão e adoecer o estômago e,  nem tão pouco, aceitamos tratar uma indisposição com remédios exageradamente químicos e inadequados ao mal estar, então já aprendemos que existe um processo de cura que não separa saúde e doença, mas que visa promover um sistema saudável e eficaz para combater invasores, imprevistos e se auto imunizar. Certo? Se sim, estamos prontos para começar a nossa série de exames que irão resultar no nosso check-up. No próximo texto, apresentaremos os três primeiros. Espero por vocês e até breve.

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