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Dia das Mães em tempos de distanciamento social

Claudia Miranda Gonçalves

08 de maio de 2020 | 14h41

Luciana Sato

Luciana Sato

Por Luciana Sato

Esse é o primeiro Dia das Mães em que muitas de nós passaremos longe daquela que nos nutriu e nos deu a vida. E é paradoxal pensar que o isolamento social é a maior prova de amor e cuidado que podemos ter, preservando a vida de quem queremos bem. Ao contrário do que aprendemos, estar longe significa cuidar. E cuidar é sinônimo de ficar distante fisicamente.

Se no início essa ruptura nos causou impacto, como qualquer grande mudança (principalmente quando não é decidida por nós), num segundo momento, nos fez aceitar e extrair aprendizados (mostrando o quanto somos adaptáveis e nos fazendo expandir nossa zona de conforto).

E é o que tenho visto nesses últimos tempos em que tenho participado e também conduzido rodas de conversa virtuais. Muitas mulheres me contavam sobre se sentirem sobrecarregadas, não apenas pelo acúmulo de atividades (somos reconhecidamente tarefeiras), mas também pela carga mental de planejar e cuidar para o equilíbrio da casa e da família.

Durante esses encontros trocamos experiências e perspectivas, navegando por polaridades de enclausuramento & liberdade, inspirar & expirar, viver & morrer, estruturas & fluidez, deixar ir & deixar vir.

O ambiente digital tem me mostrado que embora não consigamos nos tocar fisicamente – e uma das participantes me disse que o que mais queria era um abraço – podemos nos conectar profundamente. Em um pequeno momento de silêncio, conseguimos nos conectar olhos nos olhos, nos reconhecendo, nos olhando e nos honrando. Vendo e sendo vistas.

Também temos exercitado uma escuta mais empática e profunda, ouvindo o que o outro tem a dizer: não é incrível como o virtual nos chama atenção às interrupções de fala?

Por fim, o online tem nos permitido estar mais presentes para aqueles que já estavam distantes fisicamente – no meu caso, me reconectei à amigas e familiares com as quais eu tinha perdido contato devido à distância física e com quem tenho falado mais do que nunca (ou seja: não deixe que o distanciamento físico te deixe realmente isolado)!

Nesse Dia das Mães, permita-se estar presente! Presença é o maior presente que podemos dar e receber: a intenção de estar perto, conectada de mente, coração e vontade aberta a esse momento!

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