E agora, qual deve ser o meu próximo passo?

E agora, qual deve ser o meu próximo passo?

Claudia Miranda Gonçalves

15 de junho de 2021 | 11h24

Por Andréa Nery

Seguimos com um ritmo acelerado de mudanças e não me surpreenderia se você estivesse se sentindo sobrecarregado, estressado ou até próximo a um burnout.

É assim que eu me sinto muitas vezes.

A realidade é que o último ano e meio mudou nossas perspectivas sobre o que é possível em um curto espaço de tempo.

O home office era realidade de poucos e inimaginável para maioria, e hoje discutimos qual o melhor modelo híbrido do futuro.

Conversas on-line eram limitadas, e hoje, com várias plataformas seguras disponíveis, são a solução do bate papo a grandes eventos corporativos.

Telemedicina, PIX, moedas complementares…, enfim, em meio a imensa dor da pandemia nos deparamos com uma aceleração que nos deixa perplexos e nos coloca rodeados por novas formas de seguir a nossa vida.

E estas mudanças trouxeram outras mudanças…

Mudou a forma de nos relacionarmos e as expectativas sobre nossas relações, cansados de colocar a energia para fingir ser quem não se é queremos espaço para expressar nossos sentimentos e nos conectar com pessoas que de alguma forma contribuem, complementam e comungam de um objetivo comum.

As palavras da vez são autenticidade, vulnerabilidade, empatia, colaboração. Palavras que eram raras no ambiente corporativo e que hoje se tornaram máximas de comportamento e direcionam as habilidades do futuro.

E nos vemos diante de uma pergunta que não cala: “o que eu preciso saber para decidir o que fazer a seguir?

Esta é uma questão relevante, que a resposta deve ser explorada, e é saudável que ela esteja presente no seu dia a dia sem impedir que você realize sua jornada.

O que quero dizer é que não haverá uma resposta única, e não haverá certeza de que as respostas que você encontrar serão definitivas, mas ao explorar as potenciais ações em direção ao próximo passo você estará vivendo a realidade deste tempo e aprendendo a caminhar enquanto caminha, respondendo às mudanças e navegando na complexidade.

Gosto de começar refletindo que o próximo passo deve ser sobre as coisas que proporcionam alegria e prazer, afinal que sentido faz você realizar alguma coisa em direção ao futuro que não lhe traga estes sentimentos?

Só que quanto mais no piloto automático estivermos mais será preciso buscar, e desafiar a rotina, o objetivo é trazer a consciência ao que ilumina e traz brilho aos olhos para começar a gerar a mudança.

As fotografias são uma excelente ferramenta para ajudar a resgatar as atividades que promovem energia, imagens tem o poder de trazer a memória as sensações e sentimentos e nos ajudam a recordar.

Vale abrir seus arquivos com papel e lápis na mão e anotar atividades e habilidades presentes nos seus melhores momentos. Quando tiver uma lista talvez você encontre coisas em comum, talvez identifique coisas das quais se afastou e que queira resgatar, ou ainda coisas que estão presentes e que precisam de mais foco.

Cuidado para não cair na armadilha de trazer mais sobrecarga para o seu dia a dia, para seguir em frente com mais leveza haverá um momento de fazer escolhas, deixar ir o que já não atende e confiar que você tem total capacidade para realizar este movimento.

Inicie escolhendo duas ou três coisas que podem fazer a diferença, se coloque em uma situação de teste, algo que precisar ir e algo novo que precisa iniciar. Foque sua energia nestas coisas, encontre aliados, você não precisa estar sozinho. Os pequenos experimentos e os progressos alcançados ajudam a desenvolver a coragem e confiança para seguir em frente.

No ritmo acelerado, o próximo passo não precisa ser enorme, é preciso despertar a consciência para o que faz sentido, e explorar ações com objetivo de viver a melhor versão de nós mesmos.

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