Futuro do trabalho – Humano

Futuro do trabalho – Humano

Claudia Miranda Gonçalves

27 de agosto de 2019 | 10h00

Quais habilidades humanas ajudarão no futuro do trabalho?

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As mudanças tecnológicas estão revolucionando nossa forma de viver e trabalhar. Já reparou que estamos sempre atrasados? 

A toda hora, uma nova tecnologia nos surpreende e nos faz aprender algo novo. Tem sido sempre assim: quando dominamos a novidade, logo outra tecnologia ainda mais interessante e fundamental aparece para nos mandar de volta ao terreno do “não sei”.

Na nossa vida pessoal, isso já nos desconforta, imagina quando paramos para pensar nas nossas relações de trabalho. Aí, sim, as coisas ficam mais turbulentas.

Como retreinar em novas habilidades milhões de pessoas que correm risco de perderem seus empregos, seja porque esses empregos vão deixar de existir, ou por que esses milhões de pessoas não têm as habilidades necessárias para executar as tarefas requisitadas por seus empregadores?

Qual o custo de se treinar verdadeiros exércitos humanos em habilidades que em poucos anos, ou quiçá meses, estarão obsoletas de novo? Como deixar de correr em círculos?

As inovações tecnológicas e a mudança nas habilidades necessárias andam de mãos dadas e estão tirando o sono de muita gente: educadores, empresários, trabalhadores, estudantes, desempregados…

Se, de um lado as habilidades técnicas vêm mudando muito, pesquisas do MIT apresentadas durante o IDEAC (Conferência Anual de Iniciativas para a Economia Digital) mostraram que as habilidades mais interpessoais não têm mudado tanto assim. 

Surpreendentemente, as habilidades mais demandadas estão estáveis ao longo do tempo: elas são as habilidades sociais e as de negócios. Enquanto isso, as habilidades técnicas surgem e desaparecem rapidamente neste nosso tempo.

Um alerta: as áreas de treinamento e educação enfrentarão dias difíceis pela frente. Como podemos nos preparar para esse presente-futuro em que habilidades técnicas são mais valorizadas, ensinadas, com alto grau de obsolescência? Quem paga essa conta? Empresa? Trabalhador?

Como podemos incluir mais treinamentos para colaboração, visão de negócios, aptidão social? Por que não estamos investindo mais nisto?  Por que as verbas de treinamento acabam indo para (talvez) onde menos importa? O que será necessário para que as empresas invistam de forma robusta no desenvolvimento das dimensões mais humanas das pessoas?

Enfim, há espaço e criatividade para inovarmos também nas formas como interagimos, colaboramos e decidimos. Mas esses avanços são tímidos, já que pouco se investe em pesquisa e desenvolvimento. 

Quem vem aumentar a tribo de pensadores sistêmicos, experimentadores de novas formas de gestão?

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