let’s dance

let’s dance

Claudia Miranda Gonçalves

25 de agosto de 2021 | 15h17

Por que você parou de dançar?

 

Era tão bom. Você voltava para casa mais leve, com um cansaço no corpo, mas com uma alegria que deixava o sono mais profundo, mais intenso. E no outro dia, o corpo até podia fazer você se lembrar dos excessos, mas a cabeça olhava para tudo o que você precisava fazer com mais brilho e atenção. Não era assim?

Nunca foi de dançar? Então, pergunte-se por que você parou de escrever. Ou por que você deixou de correr. Ou então, por que você não canta mais. Não importa a ação, importa mesmo é o que você fazia tão bem, e com tanta alegria, e por que você deixou de fazê-lo.

Por que estou perguntando? Porque tenho encontrado muitas pessoas que estão planejando mais do que deveriam, que estão criticando mais do que deveriam, que estão exigindo relatórios complexos e exaustivos da sua equipe. E que, por tudo isso, estão realizando menos do que deveriam. Isso tem deixado as pessoas doentes, desestimuladas e sem energia para dançar, cantar, correr, nadar, escrever.

Como se energizar novamente? Uma boa ideia é fazer junto algo que realmente faça diferença; todos juntos. E é este o convite que eu faço, hoje, para você: sente-se com a sua equipe em torno de um projeto que seja importante tanto para sua equipe quanto contribua para sua empresa. Envolvam-se no desafio a ser resolvido. Estipulem um tempo curto (quem sabe uns 3 ou 4 dias), façam uma imersão no “problema” e saiam deste encontro com a solução esboçada. É para ser um projeto em que todos fazem juntos e por fazer, entenda: pensar, planejar, estudar, solucionar, criar e executar.

Imagino que essa experiência é muito parecida com a sensação de uma noite em que você se acabou de dançar, com os seus melhores amigos, em uma festa inesquecível. Vamos resgatar a sensação de diversão no trabalho. Então, qual música você tem liberdade para tocar em seu trabalho? Que passos de dança são possíveis? Qual coreografia pode surgir e trazer leveza e alegria?

Dançar concretamente ou metaforicamente pode ser o melhor que temos a fazer enquanto atravessamos esse meio bagunçado, um estado de transição e ambiguidade (da pandemia, dos projetos, das coisas que não conseguimos mais prever), pois dançar é se colocar em movimento. 

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