MONTANDO O GRANDE QUEBRA CABEÇAS EM 3 LIÇÕES

Claudia Miranda Gonçalves

09 Novembro 2018 | 15h03


Por Flavia Ferrari

Um dos “segredos” em participar de um evento como o WebSummit é não se limitar ao conteúdo formal dos talks, apresentações e stands. O segredo encontra-se no relacionamento interpessoal e no newtworking a ser feito e construído com pessoas do seu círculo de negócios ou fora deles. Nunca sabemos onde estas conexões podem nos levar. A dica do tal “segredo” já havia sido indicada na abertura do evento, quando Paddy Cosgrave pediu para repetirmos a tradição iniciada no primeiro Summit de apresentar-se para ao menos três pessoas desconhecidas na sua vizinhança.
Lição número 1 para montagem do quebra cabeças: nunca podemos subestimar o poder do inesperado e das relações.

O evento cobre um número infinito de assuntos e pontos de vista, já comentei sobre o FOMO gerado por isso, mas essa pluralidade traz mais um grande ensinamento: aproveite a oportunidade para alimentar a diversidade dentro de você. Acredite que há sempre mais para você entender e descobrir. Nossa primeira tendência é nos colocarmos em temas correlatos aos nossos interesses, negócios ou projetos. De cara, queremos mais informação útil e técnica. Porém, exatamente a mesma ordem de raciocínio da primeira lição para montar o quebra cabeças, se aplica ao conteúdo: aquilo que você precisa ouvir não necessariamente se encontra em sua zona de conforto. Sair da nossa zona de conforto nos proporciona uma vantagem extra: deixar com que o nosso cérebro descanse e respire para absorver novos estímulos. É o momento de “eureka” que vem do distanciamento e desprendimento.
Lição número 2 : saia da sua zona de conforto técnica e de conteúdo e permita-se crescer respirando novos ares e novas ideias.

O segredo não é mais a alma do negócio. Obviamente, há informações confidenciais em todos os negócios e dados mais estratégicos, porém a ideia de permanecer com todo seu conteúdo e planejamento fechado em um castelo mostra-se completamente equivocada e antiquada. Quanto mais fechados em nós mesmos, maior nosso viés em avaliar a situação real e maior a nossa solidão na hora da decisão. Acabei de ouvir de Brendan Kennedy, CEO da Tilray, que o momento mais difícil dele foi quando ele foi comunicar seus pais que estava deixando uma posição numa empresa de investimentos para fundar um negócio baseado – sem nenhum trocadilho – no uso medicinal da maconha. A solidão na hora da tomada de decisões é algo inexorável à vida de um empreendedor – e procurar/ouvir/dividir com iguais, com pessoas que vivenciaram ou ainda vivem a mesma dificuldade que nós conforta e mostra caminhos, luzes no final do túnel.
Lição número 3: dividir para conquistar.

Nosso quebra cabeça pode ser um novo negócio, a reinvenção de um negócio estabelecido ou mesmo como se estabelecer no nível pessoal, não importa. As três lições se aplicam e nos motivam.

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