On the road

On the road

Claudia Miranda Gonçalves

10 de julho de 2019 | 10h00

Crossroads

 

Este texto nem precisaria ser escrito, porque a imagem acima já diz tudo. Fui eu mesma a fotógrafa, por isso peço desculpas pela falta de enquadramento. Eu estava dentro do carro e sem jeito para pensar em estilo, surpreendida com tanta coragem.

Defender algo assim, sozinho, sem o amparo e a força de um entourage, é difícil e para poucos. Por outro lado, aos que superam o sentimento de ridículo, é uma atitude dos fortes!  Já dizia Schopenhauer: “Toda verdade passa por três estágios. Primeiro, ela é ridicularizada. Segundo, sofre oposição violenta. Terceiro, é aceita como auto evidente.”

Explicando melhor, fiz essa foto em uma viagem recente aos Estados Unidos. Viajava de Providence, Rhode Island, a Boston, Massachusetts. Um misto de viagem de férias e de trabalho. E foi neste meio do caminho que, mais uma vez, aprendi que a estrada é uma das melhores escolas.  Não vou escrever muito, realmente quero que você viaje mais na foto do que nessas minhas palavras. Vou, apenas, compartilhar com você o que senti quando vi esse senhor, sozinho, no meio de um mar de carros com o seu recado estampado nos dois cartazes no quais se lê: Systemic problems require systemic solutions (Problemas sistêmicos pedem soluções sistêmicas) e Climate change is real ( A mudança climática é real.).

O que eu senti? Empatia.

Por que? Porque, muitas vezes, é exatamente assim que eu me sinto. Na estrada, gritando aos quatro ventos: as soluções precisam ser sistêmicas!

Sim, o trabalho sistêmico ainda não chegou onde precisa chegar, ainda não encontrou todos os seus interlocutores, ainda não aportou em todos os lugares. Por outro lado, já experimentei (ao lado dos meus clientes) tantos resultados e tanta inovação que não posso deixar de escrever os meus próprios cartazes e de me encher de coragem para continuar trabalhando para que mais líderes, mais empresas, mais empreendedores descubram que as soluções sistêmicas formam as melhores e mais inovadores redes, as únicas capazes de conversar com as mudanças reais.

– Senhor desconhecido, obrigada por me colocar na estrada de novo e sempre.

– Caro, leitor, volte lá na foto. Ela fala (e escreve) por mim.

 

 

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