Para lideres de equipes que aprendem

ESG

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Para lideres de equipes que aprendem

Claudia Miranda Gonçalves

21 de julho de 2020 | 11h30

Por Andréa Nery

Mais do que nunca empresas de todos os tamanhos precisam de colaboradores capazes de trazer novas ideias e assumir riscos.

Em um entorno de mudanças e incertezas evitar cometer erros pode, entre outras coisas, tornar os negócios obsoletos e gerar perda de talentos.

Apesar de não ser nenhuma novidade a realidade é que não é trivial, esta é uma transformação que precisa envolver uma mudança na natureza e na qualidade dos diálogos das equipes.

Muitas empresas ainda atuam com um excesso de confiança na hierarquia, o que torna os colaboradores passivos e tende a silenciar de forma prejudicial pontos relevantes do negócio.

Cada vez mais os trabalhos em equipe acontecem em grupos dinâmicos e flexíveis, de pessoas com habilidades diferentes e que não se conhecem, que não estão acostumadas a trabalhar juntas e não sabem as respostas para o problema que tem que resolver.

Para permitir que exista conversa aberta, disposição para ajudar, atitude para arriscar e falhar além de inclusão e diversidade é preciso incentivar a participação de todos, é preciso criar espaços de aprendizagem coletiva, espaços de escuta generativa, onde todos sejam incentivados a apresentar ideias e comentários ao mesmo tempo em que aprendem uns com os outros.

É preciso quebrar a cultura do silêncio!

O empenho especial da alta gestão e o grande envolvimento das lideranças é essencial, e não se trata de dar apoio, mas de ser exemplo, pois são eles quem vão sustentar o ambiente onde o compartilhamento das preocupações e a cocriação de soluções estejam presentes.

“Como estamos aprendendo como equipe juntos?” é uma pergunta que faz refletir sobre a cultura de aprendizagem na sua empresa.

Em uma empresa onde as equipes aprendem, as falhas são tratadas como oportunidade para fazer melhor e a observação é estimulada para perceber o que está emergindo e gerar resultados coletivamente.

Os colaboradores têm seu potencial de criar soluções inovadoras valorizado e trabalham para atender necessidades que surgem em um ambiente incerto acelerando, de forma positiva, as respostas às constantes mudanças.

Em minha experiência como líder procurei promover um ambiente onde os colaboradores expressassem suas preocupações e trouxessem os problemas identificados no dia a dia para solucionar os desafios, mas isso não aconteceu derepente…

Foi preciso construir uma base de confiança e segurança não somente comigo, mas principalmente entre eles, e estar vigilante para garantir práticas que reafirmassem e sustentassem esta base constantemente.

Atualmente, suportando as empresas em seus processos de transformação, tenho visto o poder de criar e sustentar um espaço onde os colaboradores usam a força do conhecimento coletivo, da diversidade, e da colaboração para solucionar problemas e desenvolver habilidades que são essenciais para navegar com mais confiança.

A base para um trabalho que desenvolve equipes que aprendem enquanto atuam está na construção da segurança psicológica dos times e na prática de diálogos generativos que envolvem as pessoas e estimulam que transformem seu contexto de convivência.

Estímulo que deve ser constante para promover o entendimento compartilhado para que sejam assumidos riscos como equipe, riscos interpessoais, onde a ação é feita em benefício da equipe.

Na sua empresa vocês atuam em equipes que aprendem?
O que vocês fazem bem para criar a base de segurança psicológica dos times?
Qual tem sido a qualidade dos diálogos em equipe?

Se você é líder não tenha medo de fazer estas perguntas sempre, e estimule práticas que reafirmem a importância de estar em uma equipe que aprende.

Viva e aprenda enquanto atua, peça ajuda, dê suporte, reconheça os pontos fortes e as falhas e assuma riscos interpessoais.

Nas empresas que aprendem, os lideres precisam ser a mudança que querem ver acontecer!

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