Primeira Pessoa – Rede Héstia

Primeira Pessoa – Rede Héstia

Claudia Miranda Gonçalves

23 de outubro de 2019 | 21h03

Luciana Sato – Fundadora da Rede Héstia

Há cerca de 2 anos e meio criei a Rede Héstia (facebook.com/groups/redehestia), uma rede que teve como inspiração o grupo de motociclistas da qual o meu marido faz parte. Durante o período em que ele buscava uma nova oportunidade de trabalho, fiquei impressionada com a camaradagem do grupo em ajudá-lo a mapear o network (dos mais próximos aos mais influentes), de colocá-lo em entrevistas (mesmo que o perfil não fosse tão compatível) e de fazer ponte com outras pessoas. Quem nunca ouviu dizer que os negócios começam em uma partida de futebol ou golfe, após algumas cervejas?

Héstia significa essência e é simbolizada por uma lareira redonda. Isso significa que as pessoas ao seu redor podem se olhar sem hierarquia, pois são iguais. Diz a tradição que antes de fundarem uma nova cidade, os gregos precisavam passar na Héstia para então levarem a chama para o novo lar. Quanto precisamos nos olhar para dentro, para nossa chama sagrada para estarmos preparados para o mundo?

A comunidade se iniciou no Facebook (facebook.com/groups/redehestia), inicialmente com mulheres. Não por restrição ao gênero, mas para que pudéssemos  dar espaço às questões e valores femininos, em um ambiente sem julgamento e com acolhimento. Hoje temos mais de 6,6 mil pessoas na comunidade, 1,2 mil no Instagram e  já realizamos mais de 45 eventos, com mais de 1 mil participantes. Os encontros apresentam os mais diversos temas (que buscam integrar autodesenvolvimento, relacionamentos e carreira), mas em comum buscam reforçar  a essência individual, com a reflexão em grupo.

Como diz William O’Brien, ex-CEO da Hanover Insurance Company e que influenciou Otto Scharmer na Teoria U: “O sucesso de uma intervenção depende da condição interior do interventor”.  Quer dizer:  o quanto reforçar nossa essência, nossa ética, nos fortalece e impacta o outro?

Essa também é a missão da Héstia nas organizações: como trabalhar a cultura organizacional, tendo como base as motivações e propósitos individuais, relações interpessoais e sistemas, de forma que as ações sejam coerentes com os valores.

E para finalizar, uma provocação para todos nós: se sua empresa deixasse de existir amanhã, que falta ela faria ao mundo?

Luciana Sato

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