Quanto precisamos ter para ser?

Quanto precisamos ter para ser?

Claudia Miranda Gonçalves

17 de dezembro de 2019 | 09h36

 

Andrea Nery

Andrea Nery

 

Por Andrea Nery

Segue meu presente de natal pra você que dedicará os próximos minutos correndo os olhos nas palavras que deixo impressas neste blog.

Como parte de minha marca pessoal, ele chega na forma de uma boa provocação: uma singela agulha de costura, que caberá a você utilizar sempre que se notar inquieto.

 

 

Sugiro que ela seja usada ao longo de 2020.

Acordei cedo hoje, o que vivendo em uma metrópole, é quase mandatório, minha energia estava grande e o exercício da observação foi inspirador.

Me lembro de muitas vezes em que acordei cedo e minha energia estava tão baixa que no meu deslocamento não conseguia prestar atenção ao que acontecia a minha volta. Nestes dias cumpria bem meu script, desempenhava meu papel, entregava com qualidade, até mais do que era esperado, e atingia os objetivos coletivos de onde trabalhava.

Mas… não me conectava com quem eu era e com as pessoas que se aproximavam de mim.

E é incrível como desenvolvemos a capacidade de realizar as coisas, atingir os objetivos, e interagir com as pessoas sem estar presentes! Vamos nos sentindo confortáveis e familiarizados com o entorno, e com as realizações.

E encontramos outras pessoas, que como nós estão com baixa energia, mas confortáveis com seu desempenho.

Todos nós mergulhados na mesma bolha.

E nesta bolha respiramos juntos e compartilhamos a mesma vontade de ter!

A satisfação e necessidade de pertencer é grande e nos coloca em movimento, e em um processo de mimetização seguimos, por diferentes caminhos, os comandos que fortalecem nossos laços.

Queremos ser diferentes, mas iguais… e buscamos ter casa, ter carro, ter roupas da moda, ter as mais modernas tecnologias, ter viagens de dar inveja, ter amigos, ter likes, ter boas notas, ter melhor desempenho, ter reconhecimento, ter família feliz, ter condições de ter mais, TER!

E de tanto buscar, nossa energia vai baixando e não nos damos conta que já não temos força para SER quem somos!

Eis que surge uma singela agulha de costura…

Recebi a minha há alguns anos, e desde lá venho estourando minhas bolhas. Confesso que cada vez que fico inquieta e me deparo com uma nova bolha dá um frio na barriga!

Ao fazer uso da minha agulha, o primeiro sentimento é de estar em uma queda sem fim e não ter onde apoiar, as primeiras bolhas eram pequenas, depois vieram bolhas maiores, e ainda hoje o sentimento inicial é o mesmo só que transformado…

Ao estourar minha maior bolha até agora, já sabia que encontraria outras pessoas em jornada de queda e que este era o grupo ao qual queria pertencer, descobri isso ao estourar bolhas menores!

Quando começo um processo novo, vejo as redes se formando, são redes de apoio, redes de contato, redes de sustentação, redes de impulso. O que mais me impressiona é que elas se formam rapidamente, se conectam, e as pessoas entram e saem em velocidades diferentes, mas todo o sistema está em harmonia para atender um propósito comum.

O que nos conecta é nossa vontade de ser. Queremos ser nós mesmos, ser mais amigo, ser mais família, ser mais inteiro, ser mais felizes, ser mais presentes, ser simples, ser completo, ser único, SER!

E quando me descubro sendo, minha energia flui e se expande me permitindo ser parte das redes de outros que iniciam novas jornadas em queda.

Em 2020 use sua agulha de costura, estoure suas bolhas e trilhe a jornada que se apresentar, confie que as redes se formarão.

E eu… eu espero poder fazer parte da sua rede e contar com você nas minhas!

 

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