Relação com dinheiro

Relação com dinheiro

Claudia Miranda Gonçalves

04 de julho de 2019 | 10h00

Por Andrea L.  Nery

 

Em tempos de mudança, como anda sua relação com o dinheiro?

 

Meu trabalhado no mercado financeiro por tantos anos permitiu observar as relações das pessoas com o dinheiro. Pessoas sentindo-se aprisionadas em seus empregos, com medo de se posicionar, evitando conflitos para se preservar. Pessoas capacitadas e com bons resultados, mas com dificuldade de controle e valorização do dinheiro. Tanto umas quanto outras, tomando decisões desalinhadas, tendo gastos desmedidos ou decisões de impacto negativo em seus círculos de convívio.

Estes sintomas são distorções do que deveria pautar esta relação. Pessoas a serviço do dinheiro, e não o dinheiro a serviço das pessoas. O surgimento do dinheiro tinha como objetivo facilitar e tornar os processos de troca mais equilibrados, coisa que não vem acontecendo ultimamente.

As decisões são tomadas a partir do impulso de ganhar o dinheiro, sem a consciência das consequências e impactos. O que significa tomar empréstimos para satisfazer um desejo de consumo sem avaliar o custo e a possibilidade de pagar? Ou investir em busca de um retorno sem avaliar a sustentabilidade das práticas aplicadas pelas empresas da carteira?

Enquanto decisões forem tomadas sem a consciência de que o indivíduo deve estar em primeiro lugar, haverá um sentimento de vazio, e a convivência com situações não sustentáveis, uma felicidade passageira. Não haverá horas suficientes de trabalho para comprar eletrônicos de última geração, nem para pagar festas “inesquecíveis”, ou ter o carro do ano… logo, não sobrará tempo para a conversa com amigos, o almoço tranquilo com a família, a presença verdadeira no convívio com os filhos, ou ainda, para a conexão que realmente importa para você.

Então, como anda sua relação com o dinheiro?

Em um período de mudanças constantes e intensas é preciso ter consciência das trocas realizadas e do alinhamento que elas representam com seus princípios e valores. Este entendimento permitirá iniciar uma mudança nas tomadas de decisão colocando o dinheiro para fluir a seu serviço, e a serviço do mundo a sua volta. 

Compartilho uma reflexão que foi de valor para mim e que pode ajudar a iniciar o seu processo interno. Ela aborda um aspecto da relação com o dinheiro que considera o sistema de habilidades do indivíduo associado a circulação do dinheiro, não tem a pretensão de esgotar o assunto, mas de provocar o impulso de transformação.

Avaliaremos três pilares importantes que individualmente, ou combinados capacitam o indivíduo na geração dos recursos para a relação com o dinheiro. Como uma bússola do dinheiro orientando nas direções do Saber, da Ordem e do Amor.

Como você percebe estes pilares? Com qual você se conecta com facilidade? Qual é mais exigido na sua atividade atual? Algum o impede de gerar os resultados desejados? 

Por exemplo, imagine que eu atuo como coach e consultora, e tenho as habilidades de relacionamento (Amor) e de conhecimento (Saber) bem desenvolvidas; seu eu tiver uma o estruturação (Ordem) fraca, posso ter muitos clientes, muito conhecimento para colocar a serviço deles, mas talvez eu não esteja cuidando da saúde de meu negócio (muitos coaches acham que o trabalho deles se esgota na relação com o cliente). Em algum momento terei que dar atenção a este terceiro pilar para ver meu negócio prosperar. 

 Imagine que sou uma coach que acabou de fazer uma transição de carreira; graças à minha experiência profissional anterior como executiva, tenho o pilar de estrutura (Ordem) do negócio bem firme, mas preciso agora vender meus serviços, e tenho que fortalecer as conexões (Amor) e o conhecimento (Saber) para fazer com que o dinheiro agora flua dessa nova perspectiva, mudando ações e ponto de vista.

Faça perguntas corajosas a você mesmo: Que crenças trago que marcam minha relação com o dinheiro? Em minha história de vida, a serviço de quem tenho colocado minhas habilidades para fluir o dinheiro? O que preciso deixar para trás?

 Em tempos de mudança, ampliar nossos olhares para esta relação pode ser o diferencial para uma vida centrada, equilibrada e com decisões conscientes.

Boa reflexão!

 

 

 

Andrea Nery

Coach, mentora, executiva mercado financeiro, mestre em estatística, continuamente em busca de desafios de transformação.

O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração

ALNery.Coach@gmail.com

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