Tirando as Ideias do Papel

Tirando as Ideias do Papel

Claudia Miranda Gonçalves

30 de janeiro de 2016 | 15h46

Agir, sem dúvida, faz uma grande diferença. Este post foi escrito por Bruno Rodrigues, que teve coragem de agir!

 

Bruno Rodrigues

Bruno Rodrigues

 

Bruno Rodrigues é ex-atleta profissional de karatê, advogado com formação complementar em diversas áreas de gestão empresarial, formado na turma 01 do Stanford Ignite Brasil da Stanford Graduate School of Business, ex-trainee do Grupo RBS com experiência em gestão de equipes em Marketing, Desenvolvimento de Negócios e Novos Negócios. Atualmente trabalha no lançamento de sua própria startup, o Go Good.
Twitter: @bruno_brj
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Já não lembro de quantas ideias de novos projetos vieram como furacões mentais, ocupando dias e noites de pensamento, estruturação, planejamento e no final simplesmente não foram adiante.

Confesso que, algumas vezes, esta falta de execução me trouxe sorte. Por exemplo, nas inúmeras vezes que quis abrir um estacionamento; ou quando na faculdade quis criar um movimento apartidário de geração de impacto em comunidades, mas, adivinhem: o cadastraria como a ala jovem de um conhecido partido político no Brasil.

Simplesmente não funcionaria. Seja porque a ideia era – muito – ruim, ou porque eu não tinha nenhuma identificação ou conhecimento sobre o tema.

Mas outras não eram tão ruins assim. Participei da criação de projetos que não vingaram, mas que anos ou meses depois pude ver serviços equivalentes surgirem tendo um sucesso estrondoso.

Nestas horas percebia que a ideia sozinha não tem valor nenhum senão o da autopromoção em uma mesa de bar. E me sentia como se fosse melhor nunca ter pensado naquilo.

Eis que em 2014, paralelamente ao meu trabalho em uma grande empresa de comunicação nacional, enquanto eu passava por uma completa crise de propósito, criei mais uma ideia de negócio, que se chamaria Go Good. Apesar da paixão que eu tinha por ela, era mais uma para a gaveta, se não fosse a chegada de um curso que mudaria a minha vida.

Em 2015 a Stanford Graduate School of Business trouxe pela primeira vez para o Brasil o curso Stanford Ignite, curso intensivo de 3 meses focado em empreendedorismo e inovação, lecionado pelos próprios professores de MBA de Stanford.

O programa inteiro é focado no desenvolvimento de uma startup, seja dentro de uma empresa tradicional, ou em um voo de um grupo de empreendedores. Durante este período do curso são ensinados os mais importantes temas de uma empresa em estágio inicial, desde marketing, finanças, modelos de negócio, teoria dos jogos, apresentação, operações até outros tantos temas, como design thinking.

A parte teórica é sensacional, mesmo para quem se formou em Administração (não é o meu caso), muito por conta da extrema qualidade dos professores. Mas o que mais me encantou no curso foi que ao mesmo tempo que aprendíamos o conceito nas aulas, aplicávamos em grupo de até 6 pessoas nas ideias de negócio dos próprios alunos, escolhidas no início do curso por votação. Ter o Go Good escolhido foi um privilégio que muito me orgulha.

A qualidade do networking do curso, seja com colegas, professores, investidores e palestrantes, é outro ponto alto. Diversos colegas já fizeram negócios ou passaram a trabalhar juntos ou pelo menos resolveram se ajudar em suas empresas. Hoje seguimos em contato frequente, vendo oportunidades de sinergia profissional, ou de simplesmente um bate-papo no final de semana.

Foi uma experiência transformadora. Saí de lá com a sensação de empoderamento, de que é possível não apenas ser uma usina de ideias, mas que eu poderia transforma-las em negócios viáveis. A tal ponto que decidi que a partir de fevereiro, após 5 anos, sair da empresa que trabalho para me dedicar 100% ao Go Good (em página provisória em www.facebook.com/gogoodsocial ) e virar, enfim, um empreendedor.

Fico pensando no valor que esta experiência teve para mim e em quantas pessoas conheço que precisam de uma ajuda para tirar as suas ideias do papel, e não posso deixar de divulgar que as inscrições para a turma 02 do Stanford Ignite Brazil estão abertas até abril no site (https://www.gsb.stanford.edu/programs/stanford-ignite/global-locations/sao-paulo ). Vou seguir escrevendo sobre o assunto em minhas redes sociais, e terei muito prazer em ajudar quem tiver interesse em obter mais informações.

Sei que cada um já teve seus estacionamentos, partidos apartidários e Go Good’s, e devem se questionar o que falta para tira-los do papel, assim como eu estava. Para mim, o Ignite foi a resposta definitiva para o fim da inércia. E para você, o que falta?

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