Vitalidade e Silêncio

Vitalidade e Silêncio

Claudia Miranda Gonçalves

14 de julho de 2021 | 18h08

Vou aproveitar  a inspiração que o lindo poema de Andrea Nery https://economia.estadao.com.br/blogs/lentes-de-decisao/silencio/ provocou em mim para trazer um silêncio bem específico com o qual venho me encontrando nas últimas semanas. Em conversas, trabalhos e mesmo em avanços da teoria de sistemas vivos — Nora Bateson  apresentou em primeira mão um novo conceito, que virá ao mundo em breve, para a comunidade de warm data lab — existe um silêncio compartilhado em que respostas extraordinárias e criatividade germinam, pois em cada aspecto da vida estamos nos deparando com uma gama de desafios complexos sensíveis. É o silêncio da vitalidade. 

A realidade, com certa frequência, é inesperada. Nos damos conta porque prestamos atenção às anomalias, às provas de que algo mudou. É nesse espaço, a casa do silêncio de todos nossos sentidos, que se abrigam as possibilidades. Para que as coisas se combinem no campo da possibilidade, formando algo novo que precisará ser percebido, visto, ouvido, sentido, cheirado e tocado e eventualmente integrado é preciso que haja, antes, um silêncio. 

Para nós, o que conecta a realidade e possibilidade é a imaginação. Essa conexão gera aprendizado e transformação. Para as empresas a imaginação também é a força motriz. Num mundo com AI e ciclos curtos de inovação, as organizações não têm outra opção a não ser se re-imaginar constantemente. Para isso, elas devem ver o mundo como ele não é. A imaginação pode ser o antídoto de se buscar soluções no passado, pois abre espaço para explorar cenários diferentes e especular. Será que as organizações podem ter melhores insights ou novas ideias conduzindo pesquisas com seus não-clientes? Talvez seja o melhor caminho para imaginar o inimaginável.  

A realidade e a possibilidade – uma precisa de ciência mais rigorosa e a outra de imaginação mais ousada – sem que qualquer uma responsabilize a outra. E aqui fechamos novamente com a ousadia da Andrea Nery  em escrever um poema para que o leitor se junte a ela em sua imaginação.

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