Preocupação de Alckmin com ajuste de Doria mira em 2018

bolha

Paulo Bilyk: "Quem está comprado em 4 ou 5 ações corre risco grande de perder tudo"

Preocupação de Alckmin com ajuste de Doria mira em 2018

Sucesso da gestão do novo prefeito de São Paulo será decisivo para plano presidencial do governador paulista

Adriana Fernandes e Ricardo Brito

17 de outubro de 2016 | 19h06

(Geraldo Alckmin e João Doria/Felipe Rau-Estadão)

(Geraldo Alckmin e João Doria/Felipe Rau-Estadão)

O sucesso da gestão do tucano João Doria na prefeitura de São Paulo a partir de 2017 será decisivo para o plano presidencial do padrinho político dele, o governador paulista, Geraldo Alckmin. A avaliação de lideranças políticas do PMDB é que, se Doria naufragar em seu primeiro ano de governo, Alckmin poderá ser prejudicado no seu intento de se tornar o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

Alckmin avalizou nos últimos dias a indicação da secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão, para ocupar a secretaria municipal de Finanças de São Paulo da gestão Doria.

Esse movimento do governador paulista indica, de maneira geral, uma preocupação do tucano com a boa gestão financeira da prefeitura e de conquistar novos apoios dentro do próprio PSDB – Ana Carla trabalha no governo do tucano Marconi Perillo.

Ana Carla empreendeu um forte ajuste fiscal durante o segundo mandato de Perillo em Goiás, com enfoque em redução de despesas com o funcionalismo público e privatizações. É o que Doria, com quem a secretária já teve uma conversa inicial (mas ainda não fechou o convite), quer enfocar na sua administração.

A secretária tem um DNA político e econômico. Por um lado, é filha de um ex-governador do Estado e da senadora Lúcia Vânia (PSB-GO); e casada com Pérsio Arida, um dos pais do Plano Real. Tem carreira na iniciativa privada. Deixou o cargo de executiva do Itaú para ocupar a secretária de Fazenda de Goiás.

Antes da conversa com Doria, a secretária havia acertado com Perillo a sua saída do cargo em dezembro, o que abre a possibilidade de um eventual convite formal do futuro prefeito de São Paulo. Apesar da afinidade de agenda econômica com Doria, Ana Carla enfrenta resistência da família para assumir um novo cargo público.

A avaliação de quem acompanha os movimentos de Alckmin é que a gestão Doria tem pouco tempo para dar certo. Em meio à grande queda de receita municipal, o novo prefeito terá de “trocar” a máquina comandada pelo atual, o petista Fernando Haddad, e colocar a sua marca.

Escreva para nós: lupa@estadao.com

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: