34 Leões na bagagem e chances de mais troféus

Marili Ribeiro

21 de junho de 2011 | 12h04


O projeto da carro do futuro em criação coletiva com o consumdior, assumido pela Fiat Automóveis, está entre as raras ousadias realizadas no mercado nacional por um anunciante global.

Com praticamente metade do campeonato realizado _ já foram revelados os resultados de seis categorias das 13 em disputa _, o Brasil não deve sair na linha da frente dos prêmios este ano no Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade. Ao todo, os profissionais das agências de propaganda conseguiram até agora 34 estatuetas.

Se derem muita sorte, podem empatar com o desempenho obtido no ano passado, quando ganharam 58 Leões no maior festival de publicidade do mundo, realizado anualmente na Riviera francesa.

Os resultados oficiais anunciados hoje somam aos dez troféus conquistados ontem, mais 17 Leões na categoria Outdoor, sendo cinco de prata e 12 de bronze, três bronzes em Rádio e, por fim, quatro Leões, dois de prata e dois de bronze, em planejamento de mídia, ou Media Lions.

O que pode vir

Amanhã será a vez de se conhecer os resultados oficiais em anúncios impressos, ou Press Lions, e, este ano, o Brasil deve ficar com 19 Leões, segundo especulações. O que daria ao Brasil 53 Leões e chances de empatar com o ano passado. A ver.

Em anúncios online, ou Cyber Lions, as chances são praticamente zero, já que na lista preliminar, o Brasil emplacou apenas dois trabalhos. Em design, há perspectiva melhor, já que os brasileiros têm nove chances.

Na quinta-feira, será a vez da revelação da categoria que deu origem ao Festival de Publicidade em Cannes, os comercias para televisão e cinema. Mas aí o Brasil tem ido de mal a pior. Esse ano, não será diferente. Até o momento, na lista preliminar, ou shorlist, tem apenas oito filmes publicitários com perspectivas.

Muito a fazer

Nas categorias mais recentes, como é o caso de Titanium, que tem seis anos de existência e premia as chamadas ideias “matadoras” nas ações de marketing, as chance do Brasil são sempre pequenas. É muito difícil os grandes anunciantes, geralmente companhias globais, porem verba expressiva em trabalhos inovadores nos países emergentes. Anunciantes locais são sempre menos ousados, o que, aliás, é queixa rotineira entre os profissionais do meio. Há em disputa 28 trabalhos.

Já em Creative Effectiveness, categoria fresquinha, criada este ano, o Brasil até inscreveu sete trabalhos. Mas aqui, o prêmio vai ser conseguido para as campanhas que produziram efetivos resultados em vendas para os anunciantes. Com a escassez de números na área de marketing no Brasil, vai ser difícil convencer o júri do impacto na receita da empresa dessas ações.

Como dizem os jurados mais conscientes e menos badalativos, Cannes Lions é para profissionais. Com os olhos do mundo so setor de prestação de serviços marketing aqui, graças ao crescimento do evento – que praticamente dobrou de tamanho nos últimos cinco anos -, fica cada vez mais difícil chegar nas disputas finais. Não que tenha faltado esporço. Ao todo, o Brasil inscreveu 2. 647 peças em Cannes Lions. Ficou atrás apenas dos EUA, que inscreveu 4.045.

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