É hora de falar espanhol

Marili Ribeiro

19 de maio de 2010 | 03h23

Se antes o idioma oficial dos publicitários brasileiros era o inglês _ talvez só perdessem posição no uso de anglicismos para a turma do mercado financeiro _, ultimamente o espanhol ganha preferência. Não se trata de uma redescoberta dos hermanos latinos, mas é decorrência dos postos e funções que muitos estão assumindo no mercado publicitário global. Nos últimos tempos, os brasileiros têm sido chamados para liderar a operação das redes mundiais dos conglomerados e propaganda nas áreas da América hispânica. Resultado, muitos deles se deram conta que é hora de aperfeiçoar o idioma.

Aurélio Lopes, presidente da Giovanni+ DraftFCB no Brasil, é um exemplo, afinal ele comanda esta semana em Miami Beach o seu primeiro encontro regional como também presidente da DraftFCB América Latina. Para não fazer feio no evento, que tem representantes da Venezuela, Porto Rico, Argentina, México e Peru, andou caprichando nas aulas de espanhol.

Outro que admite que vá lapidar o seu “portunhol” é Washington Olivetto, que recentemente assumiu a função de vice-presidente de criação da rede McCann-Erickson para a região latina. A função foi criada quando o publicitário uniu a operação de sua agência de propaganda com a rede americana. Luca Lindner, diretor regional do McCann Worldgroup para América Latina e Caribe, contou que teve o maior cuidado ao revelar que esse cargo seria ocupado por um brasileiro, justamente por causa do idioma. Lindner disse que, no começo, houve resistência à proposta de uma liderança brasileira, já que para os países vizinhos, o País tem grande destaque na publicidade mundial. Mas, segundo Lindner, o fato de ser Olivetto a ocupar o cargo suavizou as arestas, já que é muito reconhecido e respeitado no meio.

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