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A ode à violência em campo

Marili Ribeiro

27 de novembro de 2009 | 12h23

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Se a moda é pedir agressividade para as torcidas, o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, não está mais sozinho. Tem agora a ilustre companhia do novo anúncio da cerveja Brahma que convocou, nada menos nada menos, do que o “espírito de guerreiro” dos gladiadores para inspirar o selecionado brasileiro na Copa de 2010. O filme entra em cartaz neste fim de semana.

Belluzzo, num momento de descontrole, convocou a torcida para a briga contra os adversários, além de chamá-los de “bambis”. O incidente caiu na web e provocou espanto e desconforto. O futebol não precisa de violência.

A agência de propaganda África põe no ar um comercial em que incita a torcida a cobrar combatividade dos jogadores. E compara o time aos gladiadores, os escravos treinados para lutar até a morte. O nome gladiador provém da espada curta usada pelo lutador, o gladius. Esses escravos se enfrentavam para entreter o público, e o duelo só terminava quando um deles morria.

Ufanismos à parte, ninguém deseja que atletas bem pagos do porte de um Kaká morram por uma bola. Apenas que mostrem sua ginga e capacidade de driblar o concorrente. Mas que façam isso com elegância e sabedoria. Deixem os gladiadores de lado. Até porque, eles trabalhavam de graça para o espetáculo dos imperadores.

A propósito, a propaganda é só para vender cerveja. E é até bonitinha.

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