''A propaganda ética educa e informa''

Marili Ribeiro

28 de dezembro de 2009 | 09h48

Em maio desde ano, o bacharel em direito que escolheu a vida de publicitário Luiz Lara – sócio e presidente da agência Lew”LaraTBWA – tornou-se presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap). De perfil conciliador e cortês por natureza, Lara assume a entidade num momento crucial para o modelo de negócio das agências de propaganda. Assim como quase todos os empreendimentos da área de comunicação, as agências não passam imunes pela avalanche de mudanças trazidas pela era digital no comportamento dos consumidores.

Aberta a porta da interatividade, redobraram as críticas ao uso da propaganda. O consumidor está mais exigente e arredio diante de tanto canal de acesso a informações. Entidades e organizações não-governamentais (ONGs) querem limitar o uso de mensagens publicitárias. Políticos, para agradar eleitores, despejam no Congresso projetos restringindo a atividade. Há mais de 400 propostas nesse sentido.

A Abap se vê obrigada a ir para a trincheira em defesa dos profissionais que fazem da indústria da comunicação brasileira um negócio que emprega cerca de 600 mil pessoas e movimenta 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, R$ 43,7 bilhões em 2007, pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde junho de 2008, quando realizou o 4º Congresso do setor, a entidade passou a desempenhar ação mais propositiva e aguerrida em relação aos interesses do meio. Veja o que diz o atual presidente da associação.

Qual o balanço dos sete meses de gestão à frente da Abap?

É uma continuidade do que vinha sendo feito na gestão anterior e da qual já participava. Temos bandeiras bem delineadas como a defesa incansável da liberdade de expressão comercial alicerçada no Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária). Entendemos que a autorregulamentação funciona. O código de ética da atividade foi criado em 1978. O Conar existe desde 80 e, desde então, foram feitos 6.900 julgamentos. São 160 jurados, entre os quais representantes da sociedade civil. Qualquer pessoa que se julga enganada pode acessar o Conar, que pode tirar a propaganda do ar em 72 horas.

Veja a entrevista na íntegra no Estadão de hoje ( “A propaganda ética educa e informa” ) na pág. B6.

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