Adeus aos brindes

Marili Ribeiro

18 de junho de 2009 | 12h28

Com 56 peças na competição, o Brasil tem chances de fazer bonito este ano, como aliás fez no ano passado ao ganhar três Leões na categoria que julga as ações promocionais no Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Cauteloso, o jurado brasileiro na área Marcelo Heidrich, presidente da agência Ponto de Criação, diz que seu primeiro dia de trabalho no júri não permite apostas, mas sim confirmar algumas tendências. Entre elas, uma mudança que vem se consolidando no meio: “O que constato é que se foi a era dos sorteios, concursos e brindes. Propor experiências, causar impacto e usar do humor para chegar no consumidor são os motivos que fazem a atividade Promo ganhar valor estratégico e investimentos por parte das empresas em todo o mundo”.
Heidrich conta que está vendo o amplo uso de tecnologia, cuidados em associar ações ao entretenimento, aplicações de neurociência e até reais preocupações com sustentabilidade. As ferramentas de promoções estão bem mais sofisticadas e apostando em entregar respostas inovadoras para as marcas.”Há ações freqüentes com conteúdo, onde se conversa com tribos específicas, sempre abusando das múltiplas mídias”, informa ele. “Alemanha, Japão, Espanha e Argentina têm culturas que estão absorvendo bem rápido o momento presente e já respondem, neste Festival, com bons trabalhos”.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.