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Água de coco for export

Marili Ribeiro

13 de agosto de 2009 | 12h03

Rica em potássio, com poucas calorias, muitos nutrientes, livre de gordura e com alto poder hidratante, a água de coco vem registrando crescimento de vendas na casa dos três dígitos nos últimos dois anos nos EUA. Essa foi a principal motivação para a compra, pela americana PepsiCo, da empresa brasileira Água de Coco da Amazônia, a Amacoco. Fundada em 1995 no Pará, a Amacoco é dona das marcas Kero Coco e Trop Coco, que detêm mais de 70% de participação no segmento no Brasil.

O valor do negócio não foi divulgado. Mas a Amacoco faturou R$ 120 milhões em 2008, com venda de 40 milhões de litros de água de coco. O acordo de aquisição assinado ontem – que depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) – prevê a compra das unidades de Petrolina (PE) e São Mateus (ES). Serão mantidas também garantias de fornecimento de água de coco de alta qualidade. A Amacoco possui uma das maiores plantações de coco do País, em Ananindeua (PA), cidade próxima a Belém, onde mantém 800 mil coqueiros. Outra fábrica, no mesmo município, seguirá nas mãos dos sócios fundadores da Amacoco, o grupo nordestino Sococo S/A e o mineiro Regon.

A intenção declarada da Pepsi, além de aumentar as vendas das marcas da Amacoco no Brasil, é conquistar o mercado internacional. “Estamos muito satisfeitos em ter a Amacoco na família PepsiCo”, disse, em comunicado oficial, Massimo D’Amore, presidente da Divisão de Bebidas da PepsiCo para as Américas.

A compra faz parte da estratégia que fez a Pepsi incomodar a sua arquirrival Coca-Cola, dona da mais valiosa marca de refrigerantes do mundo. A Pepsi chegou a ter valor na Bolsa de Nova York superior ao da Coca, justamente por ter adotado, a partir dos anos 90, uma diversificação de seu portfólio de bebidas, incluindo produtos como sucos, chás e águas. O mercado de refrigerantes enfrenta quedas de vendas nos EUA e Europa há quase uma década. Cresce apenas em países emergentes .

Mais informações no Estado de hoje (“Pepsi compra a líder em água de coco no Brasil“) pág. B14.

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