As novas famílias

Marili Ribeiro

20 de setembro de 2009 | 20h27

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As famílias mudaram. Não funcionam mais, ou se relacionam, nos moldes consagrados nos românticos anúncios de margarina, onde elas sempre surgiram reunindo pais e filhos sorridentes em torno da mesa do café da manhã. “Família é como um plural de gente!”, prega a linda garotinha no comercial da Sadia. Um filme publicitário que começa explicando que a clássica definição de família é a de um grupo de pessoas unidas por lanços de sangue, para logo em seguida completar: mas na vida real não é bem assim.

Poucas pessoas contestariam que os tempos modernos romperam barreiras nesse campo. A começar pelos diferentes casamentos que geram laços distintos entre filhos e cônjuges de relações anteriores. O modelo “família margarina” não reproduz mais o mundo em que vivemos.

Fora também os fortes laços de amizade, que _ se sempre existiram _ nunca foram tão enaltecidos como na atual era digital, que amplia ainda mais os horizontes e possibilidades de qualquer um achar a tribo com que mais se identifica.

O ato de propagandear é também “propagar” tendências. Difundir os novos hábitos. Ninguém discorda que está aí uma boa utilização para essa ferramenta tão presente na sociedade de consumo.

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