Balões biodegradáveis

Marili Ribeiro

30 de dezembro de 2009 | 21h04

balao
Paulo Liebert/AE

O ritual anual dos balões dispersos a partir do Pátio do Colégio, no centro da cidade de São Paulo, que se repete há 18 anos na passagem do ano, foi menor que o habitual. A crise global também afetou a celebração. A Associação Comercial de São Paulo, que promove o evento, reduziu a quantidade de bexigas de gás soltas ao vento. Foram 60 mil, contra as 100 mil de anos anteriores.

E, para se manter em sintonia com as preocupações ambientais, foram soltos pela primeira vez balões biodegradáveis. Em dois dias, eles são absorvidos pelo meio ambiente. São confeccionados em látex natural, e não em plástico, e o gás Hélio utilizado não é inflamável e nem contribui para o efeito estufa.

O uso de balões no encerramento das atividades do ano substituiu a prática dos papéis picados que, por anos, eram jogados pelas janelas dos prédios do centro da cidade. O problema com a antiga prática era o excesso de papel entupia bueiros. A proposta de mudar partiu dos próprios funcionários da entidade e virou um tradição com público que já chegou a seis mil pessoas.

Quem se foi ver a nuvem de balões subir este ano presenciou uma homenagem ao Corinthians, na interpretação do superintendente geral da Associação Comercial, Márcio Aranha. “Os balões voaram em direção à região Leste para homenagear os 100 anos do Corinthians”, brincou ele. O timão tem sua sede nessa área da cidade.

E, também enquanto os balões inundavam ao céu paulistano, o relógio do Impostômetro, inaugurado em 2005 pela Associação Comercial, registrava a marca de R$ 1,090 trilhão em impostos municipais, estaduais e federais pagos pelos brasileiros desde o primeiro dia do ano. Foi um crescimento de 3,3 % em relação a 2008. Nesse caso, como também diz Aranha, não há muito a festejar.

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