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BorghiErh/Lowe no topo

Marili Ribeiro

09 de novembro de 2009 | 09h53

Criada há sete anos, agência chegou ao terceiro lugar entre as maiores negociações de mídia, atrás da Young & Rubicam e da AlmapBBDO

Improvável seria um bom adjetivo para se aplicar à trajetória da dupla que criou a agência BorghiErh/Lowe, que saiu da sala de jantar de um deles, há sete anos, para a cobiçada 3ª posição no ranking do Ibope Monitor, que relaciona as 50 maiores agências de propaganda do País. Com negociação de mídia para os clientes de R$ 1,097 bilhão de janeiro a setembro deste ano, a agência de José Henrique Borghi e Erh Ray ficou atrás apenas da líder Young & Rubicam (R$ 3,436 bilhão) e da AlmapBBDO (R$ 1,303 bilhão).

O improvável se justifica, porque, embora não existam estatísticas no meio publicitário, o índice de mortalidade de novas agências é alto no setor. A história dos profissionais de criação que deixam o emprego para abrir o próprio negócio é recorrente. Basta ver que existem cerca de 4 mil agências no País, e, como explica Dalton Pastore, presidente do conselho da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), apenas 300 têm mais de 15 pessoas trabalhando. “A maioria é empresa de um dono só”, conta.

Somente no último ano, e por motivos diversos, agências como Famiglia, Fallon, Hello (do grupo ABC, de Nizan Guanaes) e Ag407, todas posicionadas no bloco das maiores, deixaram de operar. “A rentabilidade das agências cai desde a década de 90, enquanto se acentua o aumento da competitividade. Isso faz com que muitos profissionais sem experiência administrativa acabem sem espaço no mercado”, diz Pastore.

As 50 maiores agências no Brasil administram 53% de todo o investimento em mídia. Uma característica que desenha uma curva ascendente desde 2002, quando elas já detinham 45% da compra total de mídia, conforme os dados do Projeto Inter-Meios, estudo que monitora os números do setor no País.

O segredo da trajetória de sucesso obtida por Borghi e Ray, desde que resolveram juntar os currículos num voo solo, talvez seja decorrência da sintonia do trabalho dos dois. Um começa a contar algo, o outro termina e fica-se sem saber que frase atribuir a quem. Não que sejam parecidos. Muito pelo contrário. O caipira Borghi – ele se orgulha de ser do interior paulista, nascido e criado em Presidente Prudente – é esportista. Saiu da entrevista para correr a maratona de Nova York. O chinês de origem – e gaúcho por escolha – Ray tem alma de artista plástico e é notívago.

Mais informações no Estado de hoje (“BorghiErh/Lowe avança no ranking das agências“) pág. B12.

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