Cinco novas marcas de cerveja na praça

Marili Ribeiro

23 de fevereiro de 2010 | 20h34


Riccardo Morici, diretor da Femsa/Heineken

O mercado de cervejas superpremium acaba de ganhar um estímulo com a entrada no segmento da Femsa Cerveja Brasil, agora sob o comando da megacervejaria holandesa Heineken. A companhia passa a comercializar no País cinco cervejas europeias que integram o seu portfólio global: Amstel Pulse, da Holanda; Birra Moretti, da Itália; Edelweiss, da Áustria; Murphy’s Irish Stout e Murphy’s Irish Red, ambas da Irlanda.

A ação da Femsa/Heineken já produziu reação na AmBev, líder no mercado brasileiro e que vende aqui três rótulos apreciados entre os consumidores de cerveja – as belgas Leffe e Hoegaarden, além da alemã Franziskaner, que são marcas da controladora AB InBev.

André Lima Verde, gerente de marketing do segmento de cervejas especiais da AmBev diz que a empresa retomou seus planos de importação de novas marcas. “Ainda estamos em estudos de quais serão”, diz ele. Confirma também que a marca uruguaia Zillertal deverá desembarcar no País em abril. Mais do que isso, garante que a AmBev nunca deixou de lado esse mercado, e que a sua rede de vendas sempre teve condições de oferecer o produto.

Eduardo Passarelli, sócio do restaurante Melogramo Empório de Cervejas, em São Paulo, conta que andou enfrentando problemas de falta de cervejas importadas da AmBev. Sua empresa se especializou nesse segmento e ele acredita que com a chegada da Femsa haverá mais produtos à disposição do consumidor.

O mercado de cervejas premium ainda é muito pequeno aqui. O diretor de marketing da Femsa, Riccardo Morici, estima que ele represente 1% do total de cervejas comercializadas, movimentando algo em torno de R$ 300 milhões por ano. “Há quem fale em porcentuais entre 5% e 7% por conta de contabilizarem na categoria cervejas que têm apenas marketing de premium, mas que são iguais as vendidas em massa”, diz. Embora não dê exemplos, refere-se a marcas como Stella Artois, Bohemia e até mesmo a própria Heineken, que disputam um mercado mais amplo.

A estratégia de expandir os negócios da empresa no segmento de importadas, segundo Morici, fazia parte da programação da companhia antes mesmo de ela ser comprada pela Heineken em janeiro. O lançamento das cervejas atende o País, com distribuição dirigida às grandes metrópoles. “Há um enorme espaço para crescer nesse segmento, já que os consumidores estão descobrindo o sabor e a qualidade desses produtos”. Na Europa, as cervejas premium chegam a representar 40% do setor. Na Argentina, essa participação seria de 10% e no Chile, de 8,5%.

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