finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Clube de Criação made in Brazil

Marili Ribeiro

24 de novembro de 2009 | 01h05

Eduardo Lima
Eduardo Lima, em foto do jornal Propaganda & Marketing

O horizonte para a próxima edição do Anuário do Clube de Criação de São Paulo (acaba de ser editada a 34ª versão) deverá se expandir para além do Brasil. No mínimo pode ganhar visibilidade pela América Latina. A associação sem fins lucrativos que edita o Anuário, cujo o maior interesse é valorizar o trabalho criativo da atividade publicitária, quer ocupar um espaço proporcional à expressão do negócio da propaganda no Brasil, que já ocupa o sexto lugar em movimentação de verba publicitária no mundo. Essa ação torna-se possível agora, porque puseram a casa em ordem.

Antes da atual gestão, o trabalho de seleção e escolha das peças que integram o Anuário, que é a razão da existência do Clube, não vinha respeitando regras básicas. Eram incluídas peças “fantasmas”, àquelas sem veiculação nos canais de comunicação e sem aprovação dos anunciantes. Uma situação que causou desconfortos, afetou a credibilidade da publicação e afastou profissionais incomodados com tais procedimentos aéticos. Em dois anos à frente da atual presidência, Marcello Serpa, criativo e sócio da agência AlmapBBDO, fez um trabalho de saneamento.

Restaurado o prestígio, à turma que assume a nova gestão, capitaneada pelo diretor de criação da agência F/Nazca Saatchi & Saatchi, Eduardo Lima, quer ampliar a relevância do Clube. Lima, que já integra o atual staff, vê com bons olhos o que seu parceiro de empreitada, Fernando Campos, sócio e diretor de criação da agência Santa Clara Nitro, considera tarefas óbvia: temos que ter um site bilíngüe para atrair novos públicos.

“O maior pólo de produção publicitária desse continente não pode se limitar a si mesmo”, diz ele. “Há pouco um anunciante global me perguntou se não deveria divulgar um trabalho a partir de Buenos Aires, porque ali tudo erradia mais facilmente para o mercado latino. Foi ai que me dei conta de que cabe a nós mudar essa visão. Chega de acharem que a capital do Brasil é Buenos Aires”.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: