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Constatação do óbvio: tevê perde público

Marili Ribeiro

25 de novembro de 2009 | 13h09

oldtveve

Quando a poderosa Rede Globo fica confortável em ter apenas os direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de 2016 (aqueles que acontecem pela primeira vez no Brasil) na internet, aparelhos móveis e celulares, fica óbvio que algo está mudando no reino da Dinamarca, como diria Hamlet…
A emissora sempre monopolizou as transmissões dos grandes eventos esportivos na televisão aberta.

Apesar de se pregar o contrário nos meios ligados ao setores de comunicação, há tempos a televisão perde relevância entre as opções de mídia que mais atendem as demandas dos consumidores. Com a expansão da banda larga, como promete o governo, as telas serão outras até 2016. Aliás, na periferia de São Paulo, os computadores já ocupam lugar de destaque na sala. O mesmo que, por décadas, teve por vedete o aparelho de televisão.

Portanto, não é se de espantar que o percentual de tevês desligadas no horário nobre cresça. Os números do instituto Ibope que exibem essa “realidade” estão causando frisson, mas não deveriam. Afinal, basta verificar, entre o circulo de amigos próximos, quem vê tanta tevê. Falta tempo, já que o dia segue com 24 horas e as respostas para muitas das necessidades de consumo estejam na web.

Nos primeiros 15 dias de novembro, na Grande São Paulo, aumentou a taxa de televisores desligados no horário nobre. Um pouco mais de metada ficou ligada, ou 55% dos televisores. Nos meses anteriores, a queda foi menor: 57% em outubro, e 60% em setembro. Os números valem para o Brasil inteiro.

É uma má notícia para empresários ligados ao setor e os anunciantes apegados à propaganda de massa. Segundo o próprio Ibope, o atual índice é o pior desde 2004 na região metropolitana de São Paulo. Em 2005, cerca de 63% das TVs ficaram ligadas no horário nobre. No Brasil como um todo, os dados de 2009 são os piores em seis anos. E vão ficar ainda piores com o avanço da banda larga.

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