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Copa & Olimpíadas já atraem bilhões

Marili Ribeiro

13 de novembro de 2009 | 11h26

coca

O efeito da realização de Copa do Mundo (2014) e da Olimpíada (2016) no Brasil, associado ao expressivo avanço da classe C, configuraram o estímulo para a Coca-Cola aumentar seus investimentos no País para os próximos cinco anos. A multinacional anunciou R$ 11 bilhões, ou 75% a mais do que no último quinquênio, em expansão dos negócios a partir de 2010.

Há bons motivos para a atual arrancada da Coca. A empresa mantém 22 trimestres consecutivos de crescimento de vendas no Brasil. No mundo, esse mesmo índice está em nove trimestres consecutivos. A empresa acaba de inaugurar uma nova fábrica de chás e bebidas saudáveis no Paraná, e já tem programada outra nova unidade até o final do ano para refrigerantes em Maceió (AL). Essas duas plantas ainda estão na cota dos investimentos programadas para o último quinquênio – de R$ 6 bilhões.

Com faturamento de R$ 15 bilhões no País em 2008 e produção de 9 bilhões de litros no mesmo período, um crescimento de 7% ante o ano anterior, a Coca-Cola pôs o Brasil, junto com México, China e Índia, entre as suas prioridades para fazer crescer sua participação global no negócio de bebidas não alcoólicas nos próximos anos. O apetite global para refrigerantes cai nos mercados maduros, mas segue crescendo no mercados emergentes.

“Graças à política macroeconômica bem-sucedida do Brasil, em todos os cenários que traçamos para o nosso futuro, divisamos crescimento similar ao que tivemos no País nos últimos anos e que foi acima do PIB”, diz Marco Simões, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade. “Isso significa que o Brasil muda de patamar e, por isso mesmo, temos de adequar nossa produção a essa realidade.”

O marketing da companhia tradicionalmente aplica recursos em atividades ligadas a esportes. Tanto que a companhia foi o primeiro patrocinador oficial dos Jogos Olímpicos. Posição que não abandonou desde a primeira disputa. Condição semelhante à que também mantém em relação à Copa do Mundo, em que também é uma dos mais antigos patrocinadores.

A megacervejaria AmBev, dona de marcas como Skol, Brahma e do Guaraná Antarctica, também anunciou aumento de até 50% em investimentos no próximo ano, o que pode chegar a R$ 1,5 bilhões em expansão de suas fábricas. Tudo isso motivada pelo otimismo em relação à continuidade do aumento de consumo. Brasil está definitivamente no radar dos grandes negócios.

Mais informações do Estado de hoje (“Coca-Cola pretende investir R$ 11 bi em cinco anos no País“) pág. B14.

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