Estadão apoia no 'Rock in Rio'

Marili Ribeiro

18 de outubro de 2010 | 18h00

Rodolfo Medina

Foram nove edições – três no Brasil, quatro em Portugal e duas na Espanha –, pelas quais passaram cinco milhões de pessoas. No total, considerando as transmissões televisivas, o megaevento musical Rock in Rio atingiu mais de um bilhão de espectadores em 80 países, que assistiram a apresentações de 656 artistas em 780 horas de shows. Um inventário e tanto, que começa a ser lembrado agora, com a volta do evento ao País em 2011, após dez anos, num investimento de R$ 60 milhões.

Nessa volta, o Rock in Rio terá parceria, em São Paulo, do jornal O Estado de S. Paulo e, no Rio, do diário O Globo. Os principais patrocinadores, segundo o organizador do evento e presidente do grupo de propaganda Artplan, Rodolfo Medina, devem ser conhecidos até o início de novembro. A expectativa é ter um patrocinador master, com cota de R$ 17 milhões, e outros cinco com cotas de R$ 7 milhões.

O festival ocorrerá em seis dias, no fim de setembro do próximo ano, no espaço que vem sendo construído pela prefeitura do Rio, na Barra de Tijuca, a um custo de R$ 40 milhões. Essa área, de 150 mil metros quadrados, passará a se chamar Parque Olímpico Cidade do Rock e será usada depois como área de lazer para os atletas durante os Jogos Olímpicos de 2016.

Cardápio

 A crença do sucesso comercial da volta do Rock in Rio manifestada por Medina fundamenta-se em duas impressões muito presentes atualmente no mercado das ações de marketing corporativo. A primeira delas diz respeito à boa aceitação que os eventos vêm assumindo nesses tempos de massificação das mídias digitais. O Brasil nunca viu um cardápio de shows tão recheado quanto agora. Na semana retrasada, por exemplo, havia uma lista de, pelo menos, três grandes eventos de grupos musicais internacionais em São Paulo. Todos com lotação completa.

A outra razão para a certeza do sucesso do Rock in Rio é a boa memória que ele preserva. “Mesmo depois de dez anos fora da mídia, a marca Rock in Rio é ‘top of mind’ nas pesquisas em sua categoria”, conta Medina. E, se as edições anteriores no Brasil não foram tão lucrativas como o esperado, a próxima, na avaliação de Medina, não corre esse risco. “As três edições realizadas no Brasil (1985, 1991 e 2001) tiveram ingressos a preços muito baixos e plateias enormes, mais de 250 mil pessoas em cada noite. Desta vez, vamos limitar a 100 mil por noite, com ingressos a R$ 190”, diz. “Em contrapartida, vamos oferecer uma experiência bem mais confortável.”

Empresas como a rede de lanchonetes McDonald’s não têm do que reclamar. Na primeira edição do evento, a rede vendeu, em uma única noite, 58 mil hambúrgueres. Façanha que, como conta Medina, foi para o livro dos recordes e não foi superada até hoje. Na próxima edição, além dos shows, haverá uma roda-gigante, prática de tirolesa e montanha-russa, além de um minishopping com 30 lojas, bares e restaurantes.

Os shows serão divididos entre um palco onde se apresentarão as atrações principais e um palco menor, que promoverá encontros entre artistas brasileiros e convidados. Medina já disse que gostaria que o Rock in Rio 2011 tivesse shows das cantoras Shakira e Lady Gaga, mas a lista de estrelas internacionais não foi escalada.

Musique

Um participante está garantido: um dos vencedores do Prêmio Musique, que está sendo realizado pelo Estado e Rádio Eldorado. O público vai escolher, entre os cinco vencedores das etapas do Musique, aquele que vai se apresentar no Rock in Rio. A escolha será pela internet, no segundo semestre de 2011.

Para o Grupo Estado, a parceria soa não só como uma boa oportunidade para uma cobertura diferenciada, com a produção de guias e cadernos especiais sobre o evento, mas também como uma boa chance de dar visibilidade à marca no mercado carioca.

“Há boas razões para embarcarmos nesse projeto”, diz Sílvio Genesini, diretor-presidente do Grupo Estado. “Consideramos que a área de eventos é parte estratégica para a valorização da nossa multiplataforma de mídia. Dentro dessa visão, entendemos que música é uma experiência importante para juntar todas as mídias de que dispomos, do jornal à internet, passando pela rádio. Já contamos com o projeto Musique, que premia talentos e que terá um dos vencedores no futuro palco no Rock in Rio. Com isso, damos visibilidade às nossas ações na área musical, além de associarmos nossa marca jornalística ao Rio de Janeiro, cidade que vai abrigar os Jogos Olímpicos.”

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