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Fischer não está à venda, mas aceita parcerias

Marili Ribeiro

30 de maio de 2011 | 20h16

O presidente do Grupo Totalcom, Eduardo Fischer, reafirmou ontem, ao ser premiado na 30.ª edição do Profissional de Marketing, da editora Referência, que sua empresa não está à venda. A entrada do publicitário Mário D’Andrea na cúpula da agência de propaganda Fischer & Friends, após deixar a presidência da agência JWT, suscitou comentários de que Fischer estaria se afastando do negócio para aproveitar a onda de interesse dos conglomerados estrangeiros pelo mercado nacional.

“Se vierem conversar no processo evolutivo em que estamos na empresa, ou seja, expandindo nossas frentes de atuação e apostando, por exemplo, no segmento de criação de conteúdos – caso do movimento de conscientização em prol da sustentabilidade SWU (Starts with You) –, vamos conversar. Penso muito em parcerias. E por que não fazê-las com grupos estrangeiros?”, questiona.

O publicitário lembra que, no contexto em que quer se crescer atualmente – caso da realização de eventos do tipo SWU, cujo portal obteve mais de 4 milhões de acessos em três meses de existência –, gigantes como o conglomerado inglês WPP ainda não estão presentes. “Seria interessante para o Totalcom ter bases lá fora consolidadas. Tenho viajado constantemente para Los Angeles, Nova York e Londres, que são cidades onde mais se desenvolvem essas práticas, para contatos e pesquisas sobre o desenvolvimento de serviços de marketing voltados para a geração de conteúdos para as marcas se envolverem.”

A agência Fischer nunca surgiu como uma candidata a ser comprada por grupos estrangeiros porque seu presidente sempre defendeu a bandeira de construir um grupo latino-americano de prestação de serviços em marketing. Agora ele já não descarta parcerias e mostra-se mais flexível do que no passado. Garante, entretanto, que está bem longe da aposentadoria. “Tenho muito a fazer”, diz.

Embora há mais de cinco anos tenha deixado a operação para executivos do grupo, Fischer segue influindo diretamente no planejamento estratégico. “A aposta em conteúdo vem dessa presença constante no negócio. Sou um observador do comportamento do consumidor. E vejo que ele está indo para as redes sociais e para plataformas de comunicação com as quais se identifica. Vou me dedicar a isso, a buscar novos conteúdos”.

O Grupo Totalcom está presente na Argentina, Angola e Portugal. Além de Eduardo Fischer, o prêmio Profissional de Marketing homenageou outros 14 executivos do setor, entre eles Fernando Chacon, diretor de marketing do Itaú, e João Batista Ciaco, diretor de marketing da Fiat.

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