Heineken se insinua na guerra das cervejas

Marili Ribeiro

19 de maio de 2010 | 17h53

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Uma demonstração de que os holandeses da Heineken vão brigar com gosto pelo mercado cervejeiro nacional, embora eles ainda se mantenham discretos sobre o assunto, é a realização da sua festa global Star Final 2010 no Brasil.

O local escolhido foi o Forte de Copacabana, no Rio. Ou seja, exatamente onde a arquirival AmBev montou, há dois anos, uma inédita roda gigante para badalar a sua marca Skol. A atração com 36 metros de altura e inspiração no sucesso do modelo instalado em Londres, que mantém uma de130 metros de altura à beira do Tamisa, custou na época cerca de um milhão de euros como foi divulgado.

O Star Final é até uma iniciativa de marketing sutil. Mas veio para o Brasil em momento chave, desde que a empresa comprou a operação da mexicana Femsa, dona das marcas Kaiser e Sol, no começo do ano. Os holandeses repetem agora aqui a ação feita há quatro anos, sempre em países fora do circuito habitual dos roteiros turísticos dos europeus, como Islandia (2007), África do Sul (2008) e Tailândia (2009). A finalidade é festejar a final da copa de futebol européia, a UEFA Champions League que acontece este ano em Madrid e da qual são patrocinadores há anos. A cervejaria faz um concurso em seu site e 250 apreciadores da marca de todo o mundo ganham a mordomia. Desta vez, ela será entre os dias 21 e 23, no Rio.

A Heineken também quer associar sua marca ao mundo do futebol, já que a rival é patrocinadora da Copa do Mundo, com a marca Budweiser e Brahma, e também da maior seleção do mundo, a brasileira. Para chamar os holofotes está divulgando uma pesquisa que, vamos combinar, constatou o óbvio: assunto preferido de homem é cerveja e não mulher, 88% dos 5,3 mil homens entrevistados. Levantada em 15 países, incluindo o Brasil, mostra que as mulheres ficam apenas com 45% das preferências, o trabalho com 34% e o dinheiro com 24%. Em matéria de total paixão pelo esporte, os ingleses superam por pouco os brasileiros. Eles ficam 3 horas e 21 minutos falando sobre futebol. Coitadas das mulheres inglesas. Bom, os brasileiros ficam apenas um minuto a menos.

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