Leão de Cannes em versão pelúcia

Marili Ribeiro

19 de junho de 2011 | 17h03

Faltava a “lojinha”. Agora, não falta mais. Em mais uma clara demonstração da força comercial do festival de publicidade Cannes Lions – que virou referência global dos negócios de marketing -, os ingleses da Emap Communications, organizadores do evento desde 2004, abriram um estande para comercializar os ícones do festival.

Se um publicitário não obteve um Leão em forma de troféu, pode se contentar em levar para casa uma versão de pelúcia. Há dois tamanhos e dois preços. O maior, mais vistoso, custa 22,50 euros. O menor, 16 euros.

A lojinha foi equipada no melhor modelo das similares instaladas em museus. Há camiseta, canetas, posters etc e tal. Tudo feito com certa elegância para não sugerir um mero varejo. Mas a verdade é que a Emap quer faturar. A crise econômica global provocou seus estragos também no segmento de propaganda. Houve uma redução de participação das grandes redes de propaganda e serviços de marketing.

Este ano, apesar do recorde de peças inscritas (28.828) na competição pelos Leões, o ritmo de crescimento da peças de maior valor na hora da competição foi menor do que os das peças de menor preço (um comercial de televisão custa praticamente o dobro de uma inscrição para a área de design ou de relações públicas).

A lojinha vem assim reforçar o caixa da Emap, além, lógico, de reforçar o caráter de feira de negócios que o festival vem assumindo nos últimos cinco anos.

A próxima edição vai ter mais uma categoria, além das 13 já em cartaz. Deverá ser o que os organizadores estão chamando de “Mobile Lions”. Para a edição de 2012, a nova área deve premiar o uso criativo das plataformas móveis dos smartphones aos tablets e afins. Não há dúvidas que será ótima fonte de receitas, afinal, o mundo vive conectado.

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