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'Litrão' da Skol incomoda

Marili Ribeiro

07 de agosto de 2009 | 10h22

A megacervejaria AmBev, dona de 69% do mercado de cerveja no Brasil, volta a ser alvo de reclamações dos concorrentes. Se há pouco mais de um ano a queixa da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), que representa os interesses das cervejarias Schincariol e Petrópolis, provocou um pedido de investigação à Secretaria de Direito Econômico (SDE) sobre o uso de garrafas personalizadas de 630 ml – que tiveram a utilização restrita aos mercados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul -, agora a entidade se posiciona contra a garrafa de um litro da marca Skol, que a AmBev lançou há menos de um ano em todo o País.

A Abrabe ainda não sabe quando e se vai formalizar novo pedido de investigação à SDE. No momento, encampou uma campanha publicitária em defesa do parque retornável de garrafas. Fez isso por meio de um anúncio no qual convoca os fabricantes a adotar a garrafa de um litro sem identificação. Argumenta na peça publicitária que “a garrafa livre faz com que nenhum bebedor de cerveja seja refém de uma marca”. “Afinal, uma coisa é ser fiel a uma marca, outra é ser prisioneiro.” Para a diretora do Núcleo das Empresas Cervejeiras da Abrabe, Alexsandra Machado, “a garrafa livre é a continuidade da defesa da livre concorrência e, necessariamente, da liberdade de escolha do consumidor.”

O parque retornável de garrafas partilhadas entre os fabricantes de bebidas, como explica o superintendente da Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, sempre foi barreira de entrada ao dificultar o acesso de novos fabricantes ao mercado. É adotado em vários países. “A AmBev conhece o sistema, porque, quando chegou ao Peru, enfrentou essa dificuldade, uma vez que a maior cervejaria de lá tinha garrafa exclusiva.” A vantagem do vasilhame reutilizável é girar no mercado pelo menos 20 vezes, antes de ser destruído.

Mais informações no Estado de hoje (“Cervejarias reclamam de garrafa da AmBev“) pág. B14.

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