Luiz Lara fica mais dois anos na Abap

Marili Ribeiro

29 de abril de 2011 | 20h40

Luiz Lara, sócio e presidente da agência de propaganda Lew, LaraTBWA, foi reeleito para a presidência da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) para o biênio 2011/2013. Fundada em 1949, a entidade representa os interesses das agências de publicidade.

Entre as novidades para a próxima gestão, Lara anunciou uma nova diretoria, de gestão de agências e relações com o mercado, que será comandada por Antônio Lino Pinto, da agência Talent. Em todos os outros postos, permanecem os dirigentes da diretoria anterior.

Uma agenda repleta vai mobilizar publicitários e valorizar o negócio da propaganda. A pauta do ano da Abap estreia em 9 de junho, com a promoção do evento Storyteller. “Vamos reunir anunciantes como Fábio Barbosa, do Santander, e Márcio Utsch, da Alpargatas, e profissionais como Marcello Serpa, da AlmapBBDO, além de escritores como Silvio de Abreu e João Ubaldo, para realçarem o mérito do talento e da boa remuneração do talento para se gerar valor para marcas”, diz Lara.

Além da preocupação de enaltecer a essência da atividade publicitária, o presidente reeleito da Abap quer pôr no ar, agora em maio, o site do recém-criado Índice de Sustentabilidade da Propaganda Brasileira, em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing ESPM. A ideia é, com isso, estimular a participação do setor na adoção de práticas sustentáveis.

MINI PING , com Luiz Lara

Quais as lutas que continuam em cartaz na Abap?

A defesa do modelo brasileiro de agências de propaganda, alicerçado no Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp), e a defesa da liberdade de expressão comercial, alicerçada no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária.

O que estará na pauta?
Temos cinco ações definidas. Vamos começar com o resgate e revalorização do nosso negócio, que é o das ideias. Sabemos contar uma história com graça e, com isso, gerar empregos, construir marcas e posicionar empresas no mercado. Foi a publicidade que ensinou muita gente a escovar os dentes, usar absorvente higiênico e fraldas descartáveis. Queremos realçar o talento e a boa remuneração desse talento. Só assim é possível gerar valor para as marcas.

O mercado de propaganda cresce e, com ele, a participação de grupos estrangeiros no setor. Isso é bom?
O Brasil é a bola da vez. Vamos fechar o ano com crescimento de 11%, pelo menos. Mas, mesmo que a participação estrangeira aumente, as agências seguem sendo tocadas por brasileiros. O negócio pede conhecimento da cultura local.

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