Mãos à obra

Marili Ribeiro

17 de junho de 2009 | 16h04

Rui Piranda, jurado brasileiro na categoria ações de marketing direto na atual edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, considerou o dia de hoje (eles estão cinco horas à frente) bem pesado para o júri que já está reunido na costa francesa. Foram onze horas de discussões para os 30 integrantes distribuídos em seis grupos. A nota curiosa fica por conta da predominância de profissionais do Oriente. Aos poucos eles vão dominando todos os júris, dizem as más línguas. A verdade é que cresce ano a ano a participação de indianos e chineses. Os japoneses sempre marcaram presença. Piranda avaliou as peças em 3D e conta que não se sentiu atraído por nenhuma em especial. “Parece que as agências se vitimam pela possibilidade de fazer algo ‘impactante’ e produzem peças que podem ser assinadas por qualquer marca. É a ideia pela ideia. Ideia fácil”, resume. “Mas os jurados são maduros e não caíram na cilada”, conclui. O grupo com que trabalhou hoje vai mudar amanhã. O rodízio tem a finalidade de ampliar as diferentes visões dos países em disputa. “Achei a turma da Europa, com quem trabalhei hoje, bem focada no que é de verdade o Direct: estratégia+resultados+criatividade. Sem uma dessas pernas o case não decola”.

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