McDonald's vai dobrar de tamanho no Brasil

Marili Ribeiro

14 de dezembro de 2009 | 13h27

speto
Woods Staton e Marcos Molina

O crescimento da rede de franquias McDonald’s no Brasil será agressivo nos próximos anos. O ritmo de 24 lojas abertas em 2009 poderá até triplicar. A meta é dobrar de tamanho até 2016, quando o Brasil abriga os Jogos Olímpicos. Sem revelar os números absolutos dessa estratégia de expansão, Woods Staton, CEO e presidente da Arcos Dourados, o maior franqueado da rede de fast food americana no mundo, confirma a intenção. A Arcos é dona de mais de 1.800 lojas em 19 países da América Latina, sendo delas 573 no Brasil.

De passagem pelo País, o argentino por adoção Staton, assim como outros fornecedores e empresários ligados ao sistema de franquias McDonald’s, compareceu ao jantar beneficente promovido pela Fundação Ronald McDonald’s, instituição sem fins lucrativos que apoia crianças com câncer. No final do evento, realizado pela primeira vez no Brasil, ele em parceria com o presidente da empresa de carnes Marfrig, Marcos Molina, arremataram em leilão o quadro do grafiteiro Speto. Juntos desembolsaram R$ 30 mil pela obra.

O faturamento da Arcos Dourados, que foi de US$ 3,5 bilhões no ano passado, deve fechar o ano com um crescimento de mais de 5% pelas estimativas de Staton É um bom resultado, na opinião do empresário, dada a conjuntura econômica de crise global. O balanço sai em fevereiro do próximo ano.

A mesma crise que afetou o aumento do faturamento da empresa tem sido mencionada como uma possibilidade que motivaria algum dos fundos de investimentos sócios da Arcos Dourados –- Gávea Investimentos (do empresário brasileiro Armínio Fraga), DLJ South America Partners (fundo ligado ao Credit Suisse) e Capital International (parte do The Capital Group Companies) – deixar o empreendimento. Staton não se assusta com a especulação e diz que, se precisar de caixa para seu projeto de expansão, acelera o processo de IPO (abertura de capital), que sempre fez parte das intenções na formação da Arcos Dourados.

Staton sempre foi ligado a fundos de investimentos controladores de vários negócios na Argentina. Em abril de 2007, ele liderou o grupo que pagou cerca de U$700 milhões de dólares pelos então 1600 restaurantes do McDonald’s na América Latina, incluindo os mais de 500 pontos-de-venda da companhia espalhados pelo Brasil.

Atualmente, segundo estudo recente da Fundação Getúlio Vargas FGV), a cadeia produtiva da Arcos Dourados, que evolve fornecedeores e afins, movimenta mais de R$ 5 bilhões por ano no Brasil.

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