McDonald's verde é erro

Marili Ribeiro

12 de dezembro de 2009 | 17h01

paredeverde

Flávia Vigio, vice-presidente de Comunicação da Arcos Dourados, dona das franquias da rede McDonald’s América Latina, garante que foi um “erro de interpretação” a tal migração da logo vermelho e amarelo da atual assinatura da empresa para um modelo verde e amarelo. “Houve um mal entendido sobre o que alguém da companhia falou em uma entrevista e acabou publicado errado. A logo não vai mudar. Segue sendo vermelha e amarela.”, diz ela. “Na Europa, há uma série de testes e iniciativas voltadas para os restaurantes verdes, mas não envolvem alteração da marca McDonald’s”.

No Brasil há apenas uma lanchonete nos padrões verdes, que fica em Bertioga, no litoral sul de São Paulo. O problema de replicar o modelo, segundo Flávia se dá por conta de uma característica básica do projeto. A idéia de espaços ambientalmente integrados considera o aproveitamento das condições locais. Assim, por exemplo, os recursos usados na loja de Bertioga para solucionar problemas de ventilação aproveitam os ventos frescos típicos da região e não podem ser reproduzidos em outro local. As chamadas “lojas verdes” saem até 40% mais caras do que as convencionais.

Na Europa, a mais famosa rede de fast food mundial tem radicalizado no visual das lojas que apelam para o discurso do “verde” no sentido do ecologicamente sustentável para o meio ambiente. Lá, as paredes assumiram um tom verde musgo, sobre o qual se destaca o amarelo do M símbolo da rede. Matérias publicadas sobre a iniciativa, dizem que já há cerca de 100 lojas na Alemanha do gênero. Na Grã Bretanha e França também crescem o número de franquias com a fachada verde. Com saladinhas no cardápio, a franquia tenta com essa tática de marketing global melhorar sua fragilizada imagem de vendedora de comida calórica e pouco saudável. Será que funciona?

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