Menor & Melhor

Marili Ribeiro

21 de junho de 2009 | 06h42

Como na última edição o Festival Internacional de Publicidade de Cannes bateu recorde de peças inscritas e de participantes, este ano – e diante da crise global – ele parece ter encolhido de forma consistente. São 20% menos inscrições nas disputas por troféus em forma de Leões, o que soma pouco mais de 22 mil peças. E 40% menos delegados, algo próximo de 6 mil pessoas.

Por reflexo direto da retração econômica global, a atividade sofreu cortes. Nos EUA, maior mercado publicitário, houve queda de investimentos em propaganda de 14,2% de janeiro a março ante o mesmo período do ano passado. O mercado americano movimentou no período US$ 30,18 bilhões, segundo a empresa de pesquisa TNS Media Intelligence.

Um dos maiores anunciantes globais, a multinacional Procter & Gamble, presente no ramo de alimentos, higiene e limpeza, cortou sua verba publicitária em quase 18% no primeiro semestre, totalizando gastos de US$ 647 milhões no período.

Philip Thomas, responsável pela organização do evento, declarou que, mesmo menor, Cannes não perdeu qualidade. Se as festas e celebrações diminuíram, a qualidade das palestras e seminários se manteve.

Mais informações no Estado de hoje (“Cannes encolhe sem perder o glamour“) pag. B10.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.