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Mulher garante economia virtuosa

Marili Ribeiro

27 de agosto de 2009 | 20h57

O aumento da participação feminina vai resultar em um crescimento “virtuoso” da economia global. Em síntese, é mais ou menos essa a principal conclusão de um estudo preparado pelo banco americano Goldman Sachs.

Comparando dados e projetando cenários, os economistas da instituição acreditam que a inserção da mulher, em especial nos países emergentes onde ela ainda tem baixa representação no consumo, vão levar as economias a trabalharem para suprir as necessidades ditadas por elas. E aqui vem a surpresa. Para eles, mulheres gastam mais com benefícios para o coletivo, mesmo que seja apenas com a sua família. Investem em boa alimentação, imóveis e educação, por exemplo. Os homens, por seu lado, são individualistas. Correm atrás do próprio prazer.

Diante dessas perspectivas, os executivos do banco apostam em companhias que oferecem um portfólio de produtos ou serviços digamos assim “mais femininos”. Essas empresas são uma boa aposta para os investidores. Do lado oposto, são menos convidativas as ações das que têm uma “cara mais masculina”, como as de bebidas, carros, artigos de velocidade e entretenimento (aqui cabem até os serviços de “acompanhantes”).

É lógico que esse desenho considera a atual ressaca do mercado, que deverá passar por um logo período de recuperação após a crise econômica que paralisou os negócios no último ano. Fora isso, leva em conta que os países emergentes estão no foco dos investimentos. Para eles, a classe média global vai dominar o consumo até 2030, com 3,6 bilhões de pessoas (que ganham entre US$ 6 mil e US$ 30 mil por ano). E 85% desse universo, 85 % são habitantes dos países emergentes.

A turma do Goldman acha que essa tendência ficará clara nos próximos cinco anos. Entre as empresas que listam nesse estudo há 14 companhias brasileiras, como CBD (Grupo Pão de Açúcar), Hypermarcas (Bozzano, Risque etc), Natura Cosméticos, Medial Saúde e Multiplan Empreendimentos Imobiliários… para citar algumas.

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